10 de julho: dia de Santa Verônica
Santa Verônica, que tem seu dia comemorado em 10 de julho, nasceu perto de Milão na Itália em 1660. Entrou no convento dos capuchinhos na Cittá di Castello, em Umbria em 1677.
Santa Verônica foi canonizada pela sua piedade, mas é mais lembrada pelas maravilhas que rodearam a sua vida. Filha de uma família de posses, bem cedo estava dando suas roupas para os pobres e já aos 11 anos era fervorosa devota na Paixão do Senhor e já tinha visões. Decidiu-se tornar uma freira quando teve visões da Virgem Maria, mas seu pai se opunha.
Ela insistiu e, finalmente, em 1677, seu pai permitiu que ela se tornasse uma noviça do Convento dos Capuchinhos em Citá di Castello, na Umbria. Seu noviciato foi difícil. Ela aumentou sua devoção à Paixão de Cristo e foi agraciada com visões de Jesus Cristo carregando a cruz e algum tempo depois começou a sentir dores no coração. Em 1693, teve outra visão do cálice de Cristo que foi oferecido a ela. Na Paixão de 1694, ela já era esposa de Jesus e teve uma visão da Coroa de Espinhos de Cristo e seus ferimentos apareceram em sua cabeça.
Três anos mais tarde ela viu a Virgem Maria dizer a Jesus “deixe tua noiva ser crucificada com Vós” e então com a idade de 37 anos, ela recebeu os estigmas nas mãos, nos pés e no lado por um longo período de êxtase no dia 5 de abril de 1697. Medicamentos foram dados a ela, mas os ferimentos não cicatrizavam. Ela escreveu com detalhes a sua experiência e disse como os raios de luz vieram dos ferimentos de Jesus e tornaram-se pequenas chamas de fogo em forma de prego e o quinto em forma de uma lança de ouro.
Santa Verônica escreveu: “Senti uma grande agonia, mas com a dor eu vi claramente e estava consciente que eu estava sendo transformada em Jesus. Quando eu estava sendo ferida, no meu coração, nas minhas mãos e nos meus pés, os raios de luz brilhavam com uma radiação diferente de volta ao Crucifixo e iluminava o lado, as mãos e os pés de Jesus, que estava pendurado ali. Assim meu Senhor e meu Deus me esposou e me deu para sua guarda a sua mais Santificada Mãe, para sempre e sempre, e ela e o meu Anjo da Guarda me cuidam e Ele assim falou “Eu sou vós e Eu me dou para vós. Pedi o que quiserdes e vos será dado”. E eu respondi: “Meu amado, a única coisa que quero e peço, é nunca me separar de Vós. E aí tudo desapareceu brilhando”.
Ao acordar do êxtase, ela encontrou os ferimentos ainda doloridos, o sangue e a água saindo do seu lado. Ela não queria que os ferimentos fossem vistos e os escondeu até 1700, quando Jesus prometeu que as marcas só ficariam mais três anos. Daí em diante só o seu lado sangrava. Logo após o seu primeiro aparecimento, os ferimentos foram examinados pelo bispo da “Citá di Castello” que imaginou um experimento especial para ela, de modo a excluir qualquer fraude. Os ferimentos foram envolvidos em bandagem, atados e lacrados com o selo do bispado, e ela foi cuidadosamente separada das outras Irmãs e sempre sob observação e guarda.
Os ferimentos permaneceram. Durante seus êxtases um odor era por ela emitido, o que ela às vezes levitava. O bispo ficou impressionado pela sua obediência e humildade e ficou complemente convencido que o fenômeno era genuíno.
Um relatório favorável foi enviando ao Santo Oficio em Roma e a Verônica foi-lhe permitido continuar em sua vida normal.
Santa Verônica foi eleita Abadessa em 1716, e serviu nesta função por 11 anos. Ela proibia as noviças de lerem livros sobre misticismo. Em seu lugar ela insistia nas virtudes do cristão Rodrigues e sua perfeição religiosa. Ela não só se empenhava na sua vida espiritual, como era uma mulher prática. Melhorou a comunidade durante a sua gestão como Abadessa, especialmente instalando água encanada no convento, expandindo e aumentando os prédios do monastério. Verônica disse ao seu conselheiro espiritual e confessor, que os instrumentos da Paixão de Cristo estavam “impressos” em seu coração e desenhava a posição deles para ele, e mais de uma vez disse-lhe que eles mudavam de posição ao longo dos anos. Morreu de apoplexia e seu coração foi examinado por especialistas, após a sua morte, e “milagrosamente” tinha imagens da cruz, da coroa e do cálice. Os exames também revelaram que a curvatura do seu ombro direito era como se ela tivesse carregado uma pesada cruz por muitos anos.
Uma autobiografia 10 volumes, que ela escreveu ao seu conselheiro e confessor, foi usada no processo de beatificação e as suas experiências místicas foram autenticadas por várias testemunhas e publicadas após a sua canonização. Apesar de estar quase sempre num estado de êxtase, ela não era visionária, muito pelo contrario, era muito prática e tinha uma mente religiosa sensata. Levitação e estigmas que cessaram de sangrar a uma voz de comando, revelaram que Santa Verônica é um dos maiores e mais bem documentados exemplos de prolongada e intensa vivência da Paixão de Cristo e que teve efeitos extraordinários nos seus devotos.
Na liturgia da Igreja, Santa Verônica mostrada com sua cabeça marcada com uma coroa de espinhos e segurando um coração e um crucifixo.
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