21 de abril de 1792: dia da execução de Tiradentes

21 de abril de 1792: dia da execução de Tiradentes

Numa manhã de sábado, 21 de abril de 1792, Tiradentes percorria em procissão as ruas do centro do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública e onde fora armado o patíbulo para o enforcamento.

A leitura da sentença havia durado dezoito horas e, após aclamações à rainha portuguesa, o cortejo, munido de verdadeira fanfarra e composto por toda a tropa local, acompanhava o condenado.

Essa demonstração de força da coroa pode ter sido uma das causas para a preservação da memória de Tiradentes, pois todo esse espetáculo despertou a ira da população.

A princípio, Tiradentes havia negado sua participação. Posteriormente, inocentou os demais inconfidentes, assumindo total responsabilidade pelo movimento. Durante três anos, os rebeldes esperaram pela sentença, presos. A decisão condenou alguns à morte e outros ao degredo. Horas depois, era entregue às autoridades uma carta de D. Maria I pedindo clemência. Todos foram condenados ao degredo, à exceção de Tiradentes. Haveria sido porque assumiu toda a responsabilidade? Haveria sido porque era o de posição social mais baixa entre os inconfidentes, todos mais ricos ou de patente militar superior?

Tiradentes permaneceu uma personalidade histórica relativamente obscura. Foram os positivistas que presidiram a fundação da República que buscaram na sua figura uma personificação de herói, mitificando-o. Daí a sua iconografia tradicional, de barba e camisolão, assemelhada a Jesus Cristo e, certamente, inverossímil. Como militar, o máximo que o mártir poderia ter era um discreto bigode.

Considerado atualmente Patrono Cívico do Brasil, seu nome consta no Livro de Aço do Panteão da Pátria e da Liberdade como herói nacional.

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