A história do pão: onde e quem inventou o pão?O pão e a história da humanidade andam juntos há muito tempo.  Da transição da Pré-História para a História, existem indícios arqueológicos, de que o pão foi quase certamente, um dos primeiros alimentos já elaborados  e transformados por mãos humanas, a partir de uma matéria-prima natural, provavelmente há cerca de 10.000 anos atrás.  Mas a panificação já pressupõe um estágio cultural mais complexo, particularmente a panificação fermentada.

Ainda há muita controvérsia sobre a origem do cultivo dos cereais e da consequente descoberta da panificação. Praticamente todas as culturas antigas do Médio Oriente faziam referências ao pão nos seus escritos e muitos povos o veneravam como alimento sagrado, presente dos deuses.

Hoje, apesar da modernidade e sofisticação, o mais simples dos alimentos ainda mantém sua mistura básica inicial.

As planícies do Nilo periodicamente inundadas produziam cereais em abundância, como o trigo e a cevada. Estes cereais eram à base da alimentação, e utilizavam para fabricar o pão e a cerveja.

Julga-se ter sido nas margens do Nilo, que os padeiros teriam descoberto o fermento por volta de 2600 a.C.. O primeiro testemunho escrito vem também de Heródoto que, em 450 a.C., escreveu “todos estão temerosos de alimentos fermentados, mas os egípcios fazem uma massa de pão fermentada”.

Para fabricar o pão,  um grupo de homens  colocava as espigas do cereal, já livres de impurezas, num almofariz de pedra. Eram, então, debulhadas em cadência com marretas pesadas. As mulheres peneiravam o resultado da debulha, separavam o farelo para os animais e os grãos para a moagem. Para esse efeito, usavam um utensílio com dois compartimentos e uma grande pedra. Os grãos eram colocados no compartimento superior e a moleira, curvada, rodava a pedra sobre os grãos e varria a farinha para o compartimento inferior. O processo repetia-se até a farinha ficar com a consistência adequada. Os padeiros fabricavam os pães no mesmo local da moagem.

Com o pão, no Egito, também se pagavam salários: um dia de trabalho valia três pães e dois vasos de cerveja. Era comum, ainda, entre egípcios, a distribuição de pães aos soldados como complemento do soldo.

O pão também teve sua história na Grécia e em Roma.

Na Grécia, ocorreu na mesma época que no Egito. Já em Roma, foi bem mais tarde (800 anos a.C.), porém com grande importância.
Foi em Roma, por volta de 500 a.C., que foi criada a primeira escola para padeiros, tendo se tornado o principal alimento daquela civilização preparado em padarias públicas.

Pode-se dizer que, com a expansão do Império Romano, o hábito de consumir pão foi difundido por grande parte da Europa.
Na Idade Média Com o início da Idade Média, por volta do ano 476 da era comum, as padarias acabaram e a produção de pão voltou a ser caseira. Assim, as pessoas voltaram a comer pão sem fermento. A partir do século XII, na França, a panificação volta a ser como antes.

No século XVII, a França torna-se um destaque mundial na fabricação de pães, desenvolvendo técnicas aprimoradas de panificação.

O aparecimento da máquina ocorre somente no século XIX, com amassadeiras (hidráulicas ou manuais), com um custo muito alto e também com grande rejeição. Os consumidores mostraram-se “hostis” com o pão feito mecanicamente. Pouco tempo depois surge o motor elétrico e a reclamação passa a ser dos padeiros. Cada máquina substituía dois padeiros.

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