A história dos pescadores que encontraram a estátua de Nossa Senhora Aparecida

Uma imagem de 40 cm, feita em terracota, escurecida por ter sido, durante anos, exposta à fuligem das velas e dos candeeiros. Caída ao mar não se sabe como, e recolhida por pescadores em outubro de 1717. Uma estátua de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, “aparecida” das águas: Nossa Senhora Aparecida.
Conta a história que o Conde de Assumar, governador de São Paulo e Minas Gerais, faria uma passagem pela Vila de Guaratinguetá, em seu caminho rumo a Vila Rica, hoje Ouro Preto. A Câmara convocou pescadores com a missão de trazer peixes para uma celebração. Lá foram Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves aventurar-se no Rio Paraíba. Nada. Nem um pescado.
Descendo o curso, em várias tentativas infrutíferas, chegaram ao Porto Itaguaçu. João Alves jogou ao mar a rede e, em vez de comida, encontrou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora sem a cabeça. Lançou novamente a rede e, surpresa!, recolheu o que faltava da estátua. A partir de então, a pescaria foi farta, e eles recolheram peixes e mais peixes em abundância.
Convencidos de que o acontecido se devia à imagem, levaram-na à casa de Felipe, onde a vizinhança passou a se reunir para rezar. A devoção cresceu e a família construiu um oratório, ao qual se seguiu uma capela, à qual se seguiu uma igreja.
Em 1929, a santa foi proclamada padroeira do Brasil por Pio XI. O número de romeiros só aumentou e o espaço tornou-se pequeno. Foi necessário construir uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Celebra-se Nossa Senhora Aparecida em 12 de outubro, feriado nacional.
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