A origem do Carnaval e a relação com cultos agrícolas da antiguidade

Existem divergências quanto à origem do Carnaval, mas pode-se afirmar que ele tem relação com cultos agrícolas da Antigüidade que celebravam a fertilidade e produtividade do solo.

O carnaval pagão começa na Grécia com a oficialização do culto a Dionísio no século VII a.C., e termina quando a Igreja Católica adota a festa em 590 d.C.: é o chamado “Carnaval Cristão”. Apesar de tê-lo combatido durante séculos, a Igreja termina dando-se por vencida, pois parecia impossível coibir a celebração. Tenta, então, impor cerimônias oficiais visando conter os excessos.

Finalmente, no Concílio de Trento (1545), o Carnaval passa a ser reconhecido como uma manifestação popular. Em 1582, o Papa Gregório XIII transforma o Calendário Juliano em Gregoriano e estabelece o Carnaval no período que antecede os 47 dias da Quaresma (40, sem contar os domingos), que termina na Páscoa. A idéia era relacionar as festividades ao período de jejum e preparação da Semana Santa, tornando o Carnaval a despedida aos prazeres carnais (daí a origem do nome). O primeiro dia da Quaresma é a quarta-feira de cinzas, símbolo da efemeridade da vida humana, sujeita à morte.

Para estabelecer a Páscoa e, conseqüentemente, o Carnaval, verifica-se quando será a próxima lua cheia após o equinócio de primavera no hemisfério norte, que ocorre em 21 ou 22 de março. O primeiro domingo após a lua cheia é o domingo de Páscoa. Já o Carnaval é marcado considerando o 7º domingo antes da Páscoa.