Curiosidades

Marketing Eleitoral: quais são as táticas para ser eleito?

Um bom comercial político, que cumpra seu papel na estratégia de campanha, deve reunir algumas características compartilhadas com os comerciais publicitários. Quase sempre são os mesmos requisitos de uma micro-novela, já que a maioria das pessoas que está em frente à TV está em busca de entretenimento.

Além disso, o comercial será exibido no meio da programação, de bom padrão estético, das grandes redes, e terá que conviver com a alta qualidade dos comerciais dos produtos exibidos na mesma grade horária.

Roteiro: um anúncio tem que ser lembrado, e para isso necessita de um roteiro adequado, focado e que aborde um ou poucos itens. Também é interessante ligá-lo a uma emoção específica, o que ajuda sua retenção na memória. Não há comerciais despidos de emoção. Mesmo naqueles em que apenas aparece o candidato, da cintura para cima, sem nada ao fundo, ainda estarão presentes as expressões faciais, a gesticulação e a vestimenta, ou seja, a linguagem não verbal.

Imagens: são elas o estímulo mais importante para o cérebro, e ganham das palavras em termos de riqueza de informação e lembrança, além de serem universais. As cores também influenciam nossa percepção. Nas mensagens negativas ou críticas, é comum o uso do preto e branco, assim como naquelas em que a figura central é o oponente ou que atacam problemas ou questões a serem enfrentadas. Cenas de mensagens positivas são brilhantes e coloridas.

Música e narração: por conta dos traços culturais brasileiros, nossas campanhas têm forte apelo musical, com vídeos que são quase um clipe: música, letra e imagens apenas. Melodias tensas e ruídos preocupantes (sirenes, gritos, choro) fazem parte das mensagens críticas; os ritmos da moda são usados para estimular emoções positivas. A opção na questão da narração é um ponto delicado. Se a voz é feminina ou masculina, o sotaque, entre outras características, devem ser pensadas caso a caso.

Em qualquer estilo, seja negativo ou positivo, o importante é que a propaganda seja bonita. Como disse Tony Viola, diretor de arte da J. Walter Thompson, “cada frame de um comercial é um pôster”.

Categories: Curiosidades   Tags: , , ,

Eleições: curiosidades sobre a votação por cédulas

Desde 2000 praticamente todo o Brasil vota em urna eletrônica. Em 2008, cerca de 45 mil eleitores de três municípios votaram após se identificar biometricamente. Em 2010 serão 60 cidades e a expectativa é de que todo o país utilize a identificação em 2018. Mas antes de chegar a esse nível de segurança do voto, muita coisa aconteceu:

1889 – As cédulas para votação eram publicadas nos jornais ou entregues aos eleitores pelos cabos eleitorais. No dia do pleito o eleitor levava-a preenchida até o local de votação (casa dos chefes políticos, escolas, igrejas) e assinava o livro de presença.

1904 – O eleitor votava em duas cédulas (datadas e rubricadas pelo mesário). Uma era colocada na urna e a outra ficava com ele, o que favorecia os coronéis que podiam conferir o voto.

1916 – A cédula era colocada em um envelope lacrado. Mas os partidos conseguiam controlar os votos mesmo assim, pois faziam envelopes de tamanhos e cores diferentes.

1930 – Todos os partidos enviavam para a seção de votos suas respectivas cédulas que ficavam expostas sobre a mesa do eleitor, em um lugar reservado e endereçado. O voto era colocado em um envelope oficial.

1955 – O eleitor deveria ir até o local de votação onde estava sua folha individual de votação (dados pessoais e fotografia). A cédula era disposta pela Justiça Eleitoral.

1962 – Grande parte da população era analfabeta. As pessoas, sozinhas na cabine, sentiam dificuldades para preencher corretamente a cédula. Isso gerou aumento de votos nulos.

1988 – Nas eleições majoritárias, os nomes estavam na cédula e o eleitor deveria preencher um quadrado ao lado do escolhido. Para as proporcionais, o eleitor tinha que escrever o nome ou o número do candidato.

1996 – Em 57 municípios – 36% do eleitorado brasileiro – usou-se pela primeira vez a urna eletrônica. Em 2000, o novo sistema foi adotado em todo o país.

Fonte: TRE-SC

Categories: Curiosidades   Tags: , , ,

Eleição Proporcional: você sabe o que é o quociente eleitoral?

Nas eleições de 2002 o candidato a deputado federal Enéas Carneiro, do Prona, recebeu 1,5 milhões de votos e, além de ser eleito, levou mais cinco colegas do partido para as 70 vagas para deputados do estado de São Paulo. Um dos cinco beneficiados com a votação expressiva foi o deputado federal Vanderlei Assis, que terminou eleito com apenas 275 votos. Naquelas mesmas eleições, candidatos que receberam milhares de votos não foram eleitos.

Essa aparente incoerência surge a partir do modelo eleitoral brasileiro, no qual as eleições para vereador e deputados são realizadas no sistema proporcional, e decididas a partir do quociente eleitoral – um partido tem que ter um mínimo de votos para ter direito a uma cadeira. É o número de votos que o partido recebe que define a quantidade de cadeiras a que a sigla terá direito.

Inclusive o resultado pode ser alterado depois do pleito! Isso porque um candidato que teve votação expressiva pode ter seu registro cassado depois da votação. Nesse caso, os seus votos são considerados nulos, e não são contados, nem sequer para o partido. Mudando-se o número total de votos do partido, pode ser que também mudem as vagas que ele receberá, e alguém que a princípio estava eleito pode terminar de fora, e vice-versa.

De acordo com Leonardo Avritzer, no livro Reforma Política no Brasil, na Europa do século 19 a eleição majoritária, na qual vence aquele que recebe maior número de votos, recebeu críticas dos que consideravam o sistema fechado para novos eleitorados. Além disso, a elite temia perder posição para as novas minorias. Na metade daquele século, começou a popularizar-se a eleição proporcional.

A intenção do sistema é fortalecer os partidos, em detrimento das figuras individuais. Um candidato forte deve então buscar uma legenda que também seja forte. Se for filiado a um partido pequeno, pode ser que tenha grande votação, mas não termine vencedor, caso sua agremiação não atinja o quociente eleitoral.

Fonte: TRE-SC

Categories: Curiosidades   Tags: , , ,