Curiosidades

Quais são os agrotóxicos mais perigosos?

Clorados: grupo químico dos agrotóxicos compostos por um hidrocarboneto clorado que tem um ou mais anéis aromáticos. Embora sejam menos tóxicos (em termos de toxicidade aguda que provoca morte imediata) que outros organo-sintéticos, são também mais persistentes no corpo e no ambiente, causando efeitos patológicos no longo prazo. O agrotóxico organoclorado atua no sistema nervoso, interferindo nas transmissões dos impulsos nervosos. O famoso DDT faz parte deste grupo.

Cloro-fosforados: grupo químico dos agrotóxicos que possuem um éstere de ácido fosfórico e outros ácidos à base de fósforo, que em um dos radicais da molécula possui também um ou mais átomos de cloro. Apresentam toxidez aguda (são capazes de provocar morte imediata) atuando sobre uma enzima fundamental do sistema nervoso (a colinesterase) e nas transmissões de impulsos nervosos.

Fosforados: grupo químico formado apenas por ésteres de ácido fosfórico e outros ácidos à base de fósforo. Em relação aos agrotóxicos clorados e carbamatos, os organofosforados são mais tóxicos (em termos de toxidade aguda), mas se degradam rapidamente e não se acumulam nos tecidos gordurosos. Atua inibindo a ação da enzima colinesterase na transmissão dos impulsos nervosos.

Carbamatos: grupo químco dos agrotóxicos compostos por ésteres de ácido metilcarbônico ou dimetilcarbônico. Em relação aos pesticidas organoclorados e organofosforados, os carbamatos são considerados de toxicidade aguda média, sendo degradados rapidamente e não se acumulando nos tecidos gordurosos. Os carbamatos também atuam inibindo a ação da colinesterase na transmissão dos impulsos nervosos cerebrais. Muitos desses produtos foram proibidos em diversos países também em virtude de seu efeito altamente cancerígeno.

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Tipos de poluição: a poluição do ar

Para que se entenda melhor o que é poluição do ar, é de suma importância que se conheça a composição normal do ar, que pode ter alguma variação de região para região, exposta a seguir (em porcentagem):

  • Nitrogênio (N2)     78,03
  • Oxigênio (O2)      20,99
  • Argônio (Ar)      0,94 ppm**
  • Dióxido de carbono (CO2)     340,0*
  • Neônio (Ne)     18,0
  • Hélio (He)     5,0
  • Metano (CH4)      1,5
  • Hidrogênio (H2)     0,5
  • Óxido de dinitrogênio (N2O)      0,3*
  • Dióxido de nitrogênio (NO2)     0,3*
  • Monóxido de nitrogênio (NO)     0,1*
  • Monóxido de carbono (CO)     0,1*
  • * concentração variável ** partes por milhão

Podemos definir a poluição do ar como a modificação da sua composição química, seja pelo desequilíbrio dos seus elementos constitutivos, seja pela presença de elemento químico estranho, que venha causar prejuízo ao equilíbrio do meio ambiente e consequentemente à saúde dos seres vivos.

A poluição do ar é classificada em:

  • poluição pelos detritos industriais;
  • poluição pelos pesticidas; e,
  • poluição radioativa.

Fontes de poluição atmosférica são:

  • fixas (indústrias, hotéis, lavanderias etc.)
  • móveis  (veículos automotores, aviões, navios trens etc.)

Fatores que causam a poluição do ar:

  • fatores naturais: são aqueles que têm causas nas forças da natureza, como tempestades de areia, queimadas provocadas por raios e as atividades vulcânicas.
  • fatores artificiais: são aqueles causados pela atividade do homem, como a emissão de combustíveis de automóveis, queima de combustíveis fósseis em geral, materiais radioativos, queimadas etc.

Poluentes mais comuns do ar e suas principais fontes:

  • Hidrocarbonetos:   Emissões de veículos, refinarias de petróleo e vegetação
  • Sulfetos: Usinas termoelétricas, fornos a carvão, metalúrgicas, vulcanização, indústria de fertilizantes e pântanos
  • Mercaptanas:  Refinarias de petróleo e indústrias de celulose
  • Hidrocarbonetos clorados:  Pesticidas, lavanderias e propelentes de aerossóis
  • Dióxido de enxofre:  Combustões, olarias, usinas termoelétricas, refinarias de petróleo, usinas de ferro/aço, indústria de  fertilizantes e plantas
  • Óxidos de nitrogênio:    Emissões de veículos, indústria de fertilizantes
  • Ácido nítrico:   Conversão do NO2
  • Monóxido de carbono:  Emissões de veículos e oxidação de terpenos (vegetação)
  • Dióxido de carbono:  Combustões em geral/emissões de veículos
  • Amônia:   Fábrica de fertilizantes e de amônia
  • Ozônio:  Na troposfera, principalmente: hidrocarbonetos + óxidos de nitrogênio + luz
  • Material particulado (poeiras):   Emissões de veículos, refinarias de petróleo, usinas a gás, geração de eletricidade, incinerações-fábricas de cimento, cerâmicas, estufas e carvão, fornos e, entre outras, conversão gás-partícula

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Tipos de poluição: a poluição das águas

Conforme consta no Decreto n.º 73.030/73, art. 13, § 1º, poluição da água é qualquer alteração de suas propriedades físicas, químicas ou biológicas, que possa importar em prejuízo à saúde, à segurança e ao bem estar das populações, causar dano à flora e à fauna, ou comprometer o seu uso para fins sociais e econômicos.

Quando se fala em poluição das águas, devem ser abrangidas não só as águas superficiais como também as subterrâneas.
Uma das principais fontes de poluição das águas são os resíduos urbanos, tanto os industriais quanto os rurais, que são despejados voluntária ou involuntariamente.

Como exemplos de materiais tóxicos que normalmente são despejados nas águas destacam-se metais pesados como o cádmio e o mercúrio, o chumbo, nitratos e pesticidas. Estes poluentes representando grande ameaça à qualidade da água, à saúde e ao meio ambiente, pois são capazes de provocar enormes danos aos organismos vivos, e, consequentemente à cadeia alimentar e à nossa saúde.

Portanto, medidas devem ser tomadas no sentido de recuperação dos rios e mananciais atingidos pela poluição para que se garanta à população o abastecimento de água não infectada. Dentre essas medidas, ressalta-se o  tratamento dos esgotos urbanos.

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