Saúde e Alimentação

Tolueno: sintomas imediatos da intoxicação por tolueno

Na exposição aguda ao tolueno podemos fazer uma correlação entre os níveis de exposição e efeitos decorrentes da mesma. Os efeitos da inalação voluntária variam muito em severidade e duração dependendo da intensidade da exposição; a duração pode variar de 15 min a algumas horas

Com doses relativamente baixas (200 ppm) é descrita irritação dos olhos e garganta, podendo ocorrer lacrimejamento com doses maiores (400 ppm). Nessas mesmas doses, pode-se observar aumento do tempo de reação (visuo-manual), sinais de incoordenação, cefaléia, confusão, tonturas e sensação de intoxicação, quando a exposição se prolonga por mais de oito horas.

Com doses crescentes (500-800 ppm), observa-se náusea, anorexia, confusão, hilariedade, perda do autocontrole, perdas momentâneas de memória, nervosismo, fadiga muscular, parestesia e insônia.

Doses de 1.500 ppm ou mais causam efeitos agudos com exposições relativamente curtas (poucas horas ou minutos nas doses de 10.000-30.000 ppm), como fraqueza acentuada, incoordenação e ataxia, euforia, às vezes alucinações, desorientação, até a narcose e morte com altas concentrações.

Os efeitos agudos são reversíveis, mas tornam-se mais severos e persistentes com o aumento da concentração e/ou duração da exposição. Não se tem relatado efeito tóxico em humanos expostos a níveis menores que 50 ppm por curtos períodos de tempo ou expostos uma única vez a 100 ppm por poucas horas. No entanto, há relatos de convulsões até mesmo chegando ao status epilepticus, como primeira manifestação de intoxicação aguda por tolueno.

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Produtos que causam câncer: o que é o benzeno?

O benzeno é uma substância cancerígena encontrada no ar, devido à queima de carvão e de óleo, aos postos de gasolina e às emissões de automóveis, responsável por câncer em trabalhadores expostos aos níveis elevados no ambiente de trabalho.

Na média, as pessoas respiram 220 µg/kg de benzeno diariamente. Para os fumantes, o cigarro é a fonte principal de 7.900 µg/kg diários da substância.

O benzeno pode ser formado em algumas bebidas que contêm benzoato de sódio e ácido ascórbico ou ácido eritórbico – uma substância também conhecida como ácido d-ascórbico (isômero). As temperaturas elevadas e a luz podem estimular a formação do benzeno na presença do benzoato de sódio e da vitamina C, enquanto açúcar e sais (ou sódio) inibem a sua formação.

De acordo com a médica sanitarista da Coordenação de Vigilância em Saúde da Prefeitura de São Paulo, Magda Andreotti, o benzoato de sódio pode realmente liberar benzeno ao se degradar devido à presença de um ácido como a vitamina C. Ela acrescenta que, provavelmente, o benzoato de sódio pode se decompor quando em contato com outros ácidos, e não só com o ácido ascórbico, formando, assim, o benzeno. “Na lista da OMC está o benzeno como substância cancerígena independentemente de limites, quer seja ingerida ou inalada. Todas as exposições ambientais relativas ao benzeno decorrentes de produtos contaminados, ou através da poluição do ar, contribuem para a prevalência de casos de câncer”, ressaltou.
Benzeno em bebidas:

Desde o início da década de 90, a FDA, órgão governamental que regula os alimentos nos Estados Unidos, vem realizando pesquisas focando as bebidas que continham benzoato de sódio adicionado. No início do ano passado, o Centro para a Segurança de Alimentos e Nutrição Aplicada, da agência norte-americana, realizou pesquisa em que, de um total de 100 amostras de bebidas, 4 refrigerantes e 1 suco que continham as duas substâncias apresentaram benzeno em níveis acima de 5 ppb.

As agências de saúde do Canadá e do Reino Unido também realizaram testes que detectaram níveis altos de benzeno. Um total de 38 amostras, de um universo de 150 testadas no Reino Unido, apresentou níveis de benzeno entre 1 ppb e 10 ppb. A agência reguladora de alimentos do Reino Unido, Food Standards Agency (FSA), numa postura diferente da da FDA, não só recomendou a reformulação do produto, como obrigou as empresas a retirarem do mercado os produtos que continham níveis altos da substância.

Na Austrália e Nova Zelândia, dos 68 produtos testados em maio de 2006, 38 continham traços de benzeno que variavam de 1 ppb a 40 ppb.

A Consumers Union testou 14 bebidas que continham as duas substâncias e encontrou de 7 ppb a 30 ppb em algumas amostras dos produtos Crystal Light Sunrise Classic Orange, Fanta Orange, Fanta Pineapple e Sunkist Orange. Para a entidade que defende os consumidores, a FDA deveria restringir o benzeno ao mesmo limite utilizado para a água potável, e os fabricantes deveriam examinar todas as etapas para impedir a formação do benzeno, mudando a formulação dos produtos ou o processo de fabricação.

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Benzeno: produto químico altamente cancerígeno

Está provado que o benzeno é um agente químico altamente perigoso, que pode fazer com que aumentem os riscos de leucemia – doença caracterizada pela desmedida proliferação de glóbulos brancos do sangue -, e de outras doenças sangüíneas.

Um novo estudo, realizado por americanos e chineses, revelou que, mesmo uma fraca exposição a esse agente, poderá ser altamente nefasta, afetando os glóbulos brancos.

Estudo realizado na China junto a trabalhadores de uma fábrica de calçados, expostos a menos de 1 ppm (parte por milhão) de benzeno, revelou uma baixa altamente significativa no número de seus glóbulos brancos. Revelou, ainda, um declínio das células na medula óssea que formam os glóbulos brancos.

Embora a legislação americana limite, no local de trabalho, o começo da exposição ao benzeno a 1 ppm, o estudo evidencia que a composição do sangue é afetada mesmo em níveis inferiores. Um dos autores da pesquisa, doutor Nathaniel Rothman, diz não ser possível afirmar que isso possa levar a um futuro risco de doença, mas, segundo ele, “isso coloca a questão de se saber o que se passa na medula óssea”, após uma fraca exposição ao benzeno.

O uso do benzeno na industria é freqüente. Ele é largamente empregado na fabricação de plásticos, resinas, adesivos e fibras sintéticas. Estão constantemente expostos a emanações de benzeno os empregados de navios, de oficinas de automóveis, de confecção de calçados, de refinamento e transporte de petróleo, para citar apenas alguns.

Doutor Rothman chama a atenção para a necessidade de um aprofundamento das pesquisas, para que melhor se compreenda os efeitos sobre o sangue de uma fraca exposição ao benzeno. A saúde dos trabalhadores, segundo ele, é primordial, portando, “a questão é saber quais são as conseqüências sobre a saúde”.

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