Saúde e Alimentação

O risco do colesterol e a dieta correta para combatê-lo

O colesterol constituí um dos principais fatores de risco para a doença coronariana (“angina”), infarto agudo do miocárdico (“ataque cardíaco”), acidente vascular cerebral (“derrame”) e aneurisma de aorta (dilatação da artéria aorta). Estas doenças constituem a principal causa de morte entre homens e mulheres acima da quarta década de vida e são causadas pelo processo de arterosclerose, ou seja, depósito de gorduras e calcificação dos vasos sanguíneos.

A elevação do colesterol depende de fatores genéticos, fatores do estilo de vida como atividade física e qualidade da alimentação e da idade. A maioria do colesterol que é dosado no sangue, não vem da dieta, mas na verdade representa o colesterol produzido pelo nosso próprio organismo (30% da dieta, 70% produção).

O tratamento dietético para colesterol elevado não visa apenas reduzir a quantidade de colesterol da dieta, mas principalmente pretende melhorar a qualidade da dieta como um todo, utilizando alimentos que reduzem a produção de colesterol endógena, ou seja, pelo organismo e/ou que façam as partículas de colesterol serem menos prejudiciais a nossa saúde.

Todas as pessoas podem adotar uma dieta baseada nos princípios que promovem a redução de colesterol, pois ela se baseia em uma dieta equilibrada e saudável. Mas esta mudança nos hábitos alimentares irá ter uma particular importância em pessoas com colesterol elevado (total ou o colesterol ruim – LDL), com o colesterol “bom” (HDL) reduzido, com história familiar de doenças do coração e/ou que apresentem outros fatores de risco para a doença cardíaca como tabagismo, diabetes, obesidade e etc.

A dieta para redução do colesterol deve ser baseada em uma redução na quantidade de gordura de origem animal com o uso preferencial de óleos de origem vegetal (principalmente o óleo de oliva e canola). Evitar as frituras e as gorduras vegetais na forma sólida (como na margarina) pois mesmo sendo de origem vegetal, estas formas de gorduras também favorecem a elevação do colesterol. Ter na dieta uma quantidade maior de fibras principalmente solúveis (alimentos integrais, frutas, etc.) ajuda a reduzir a absorção do colesterol colaborando na redução do níveis sanguíneos. Alimentos ricos em vitaminas (como frutas) e fitoesteróides (soja) apresentam propriedades anti-oxidante o que reduz a capacidade do colesterol circulante no sangue de causar lesões nas artérias.

Alimentos com teores elevados de colesterol e/ou gorduras saturadas que devem ser evitados:

  • Manteiga, creme de leite, chantilly
  • Leite integral, coalhada gorda ou queijos gordos
  • Toucinho, torresmo, bacon, salames, lingüiça, presunto, apresuntada, mortadela, lombinho, salsicha e outros embutidos.
  • Carne de porco (pernil, lombo); e outras carnes gordas (cupim, picanha, etc.)
  • Miúdos (miolo, rim, coração, fígado)
  • Frituras
  • Ovo, creme de ovo, maionese
  • Siri, camarão, lagosta, marisco, bacalhau, sardinha

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Quais são as causas mais comuns da cólica renal?

A principal causa de cólica renal é o cálculo urinário. Dependente de sua localização (rim, ureter distal, médio ou proximal e bexiga) teremos um conjunto de sinais e sintomas a serem avaliados pelo urologista.

Basicamente a dor sofrida pelo indivíduo advém do aumento de pressão dentro do sistema urinário, isto é, a urina não cessa de ser produzida pelos rins mas a drenagem da mesma pode ficar totalmente comprometida pela obstrução causada pelo cálculo. Assim , com este aumento de pressão, há distensão da cápsula rígida que envolve o rins (Gerota) e é ricamente inervada, originando a uma dor intensa no lado afetado.

Feito o diagnóstico pelo exame físico e imagem (RX ou Ecografia) o tratamento intravenoso deve ser instituído, com drogas analgésicas às quais o indivíduo não relate alergia anterior. A melhora se observa em alguns minutos e mantemos o cliente em observação por algumas horas. Este não deve deixar o hospital até ter diagnosticado a causa da dor, pois está sujeito a novas cólicas em poucas horas.

Por mais remédios que receba em curto espaço de tempo, o excesso somente servirá para aumentar seu desconforto estomacal (náusea e vômitos), não aumentando seu tempo de ação no organismo. Aqui vale lembrar que o tratamento urgente é sintomático, isto é, acabou o remédio volta a cólica. O tratamento curativo é a remoção do agente causador.

Outra causa freqüente de cólica renal é a infecção dos rins ou piélonefrite aguda, quando existem bactérias nos rins e estes podem se edemaciar e doer. Adicionamos aqui, além dos sintomas acima, a possibilidade de febre e urina com odor fétido. Impõe-se aqui, além das medidas analgésicas, coleta de urina para exame e institui-se de pronto antibioticoterapia venosa ou oral, a critério do urologista.

Situações de cólica renal que envolvam antecedentes de trauma, devem ser melhor avaliadas pelo urologista, para afastar ruptura renal, ureteral ou vesical, algumas vezes requerendo tratamento cirúrgico. Deve-se lembrar ainda, que algumas doenças malignas (tumores) podem cursar com este quadro de cólica renal.

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Doenças dos rins: o que é a gota? quais os sintomas?

A gota é caracterizada por um aumento nos níveis de ácido úrico (ou hiperuricemia), levando a deposição de cristais de monourato de sódio nos mais variados tecidos, principalmente articulações, estruturas periarticulares, rins e subcutâneo.

Caracteriza-se clinicamente por surtos agudos da artrite geralmente envolvendo uma ou poucas articulçações e que numa fase crônica pode se generalizar atingindo várias articulações. É também muito característico o desenvolvimento de grandes acúmulos de crsitais denominados tofos.

Acomete principalmente os homens, numa proporção de 20:1, incidindo dos 30 aos 60 anos pico aos 40 anos. Nas mulheres ocorre preferencialmente após a menopausa. A prevalência da gota na população adulta geral (30 anos) é de 0,2 a 0,3%. Em indivíduos acima dos 40 anos, 1,5% são afetados (2,8% em homens e 0,4% em mulheres).

Esses dados referem-se a caucasianos. Em algumas raças a prevalência é maior: filipinos, povos do noroeste da América do Norte e Maoris da Nova Zelandia (nestes a prevalênciachega a 10%). Existe uma forte influência hereditária na transmissão da gota, sendo varificada a presença de antecedentes familiares em 38 a 80% dos pacientes.

Gota vem do latim “guta” para designar a doença onde “gotas de veneno” pingam sobre a articulação, analogia determinada pela intensidade da dor sofrida pelos pacientes.

A evidência mais antiga da doença foi encontrada no Egito onde verifico-se presença de depósitos tofáceos em hálux de múmias. Hipócrates deixou a primeira referência escrita sobre a gota, no século V a.c.. A doença sempre foi reconhecida como condição que aflige ricos e poderosos, glutões e beberrões (Celsus – sec. I.d.c.), carregando esta conotação até a atualidade. Em 1854, Garred estabeleceu vinculação patogênica da gota com os uratos.

É interessante notar que o primeiro tratamento eficaz contra ataques agudos de gota vem sendo utilizado há 1500 anos quando Alexandre Tales iniciou o emprego Terapêutico da colchicina. Porém somente em 1950 surgiu o primeiro uricoredutor, o probenecide, e a partir de 1963 passou-se a utilizar o alopurinol, uma das drogas mais conhecidas para esse fim nos nossos dias.

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