Cálculos renais: sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção
Normalmente a presença do cálculos renais se manifesta através de cólica na região das costas que pode se irradiar para o abdome e até para o baixo ventre.
Diagnóstico:
O diagnóstico pode ser feito através de ultra-sonografia, raio-x simples do abdome, urografia excretora (raio-x com contraste), exame de urina e outros.
Tratamento imediato:
Normalmente a dor é intensa levando o paciente à procura de atendimento médico de emergência, necessitando ser medicado com anti-inflamatórios ou anti-espamódicos intravenosos.
Tratamento a longo prazo:
Depois de resolvido a dor, verifica-se a necessidade ou não de tratamento com cirurgia ou equipamentos especiais para ajudar a eliminar o cálculo, ou simplesmente o acompanhamento quando este é pequeno e possa ser eliminado espontaneamente.
Hoje o tratamento mais usado para fragmentar (quebrar) o cálculo é a Litotripsia Extra Corpórea (ondas de choque). Eventualmente faz-se necessário tratamento com cirurgia.
Se o aparecimento de cálculo for freqüente deve ser investigado o tipo de alteração metabólica que ocasiona a sua formação, para que então se faça o tratamento preventivo.
Prevenção:
Medidas gerais na prevenção da formação do cálculo renal:
- Ingestão de líquidos entre 3 a 4 litros/dia.
- O sedentarismo predispõe a formação de cálculos, portanto o exercício físico regular três a quatro vezes por semana com boa hidratação é indicado (andar,nadar, etc.).
- Evitar abuso de proteínas, sal, derivados de leite, carboidratos e alimentos ricos em purinas (como sardinha e fígado) que aumentam o ácido úrico.
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Nefrites: o que é a glomerulonefrite?
A glomerulonefrite (ou simplesmente nefrite) é o resultado de uma inflamação dos glomérulos renais. Normalmente, a inflamação se origina de um fenômeno imunológico.
Quando uma substância estranha – antígeno – entra na circulação e é levada aos setores de defesa do corpo, o organismo produz um anticorpo para se defender desse antígeno. A reunião dessas duas substâncias forma um complexo antígeno-anticorpo que pode causar inflamações. Quando o glomérulo é o tecido atingido, a lesão inflamatória chama-se glomerulonefrite.
As causas mais comuns de glomerulonefrites são infecções provocadas por qualquer vírus ou bactéria que forme o complexo antígeno-anticorpo e o precipite no rim. Há também causas não-infecciosas provocadas por doenças de vários órgãos ou por medicamentos que liberam antígenos e desencadeiam o mecanismo imunológico que leva à nefrite.
O diagnóstico pode ser feito em uma consulta de rotina, quando o médico observa os sintomas no paciente, e por meio de exames laboratoriais como uréia, creatinina, urina e, ainda, ultra-som e biópsia renal. Quando o paciente relata ao médico que sua urina está diminuída e de cor avermelhada, apresenta inchaço nos olhos ou nas pernas e hipertensão, o médico começa a suspeitar que ele está com uma glomerulonefrite. Os exames confirmam o sangue na urina (hematúria) e a proteinúria.
A glomerulonefrite pode ser crônica ou aguda. Na fase aguda, os dados clínicos e laboratoriais são visíveis. Na fase crônica, podem manifestar-se fracamente, mas em alguns casos, já pode haver sinais da insuficiência renal. Existem glomerulonefrites que estão associadas a algumas doenças metabólicas, como por exemplo, Diabetes Melitus. Muitas vezes, somente a biópsia renal pode nos afirmar que a doença é realmente uma glomerulonefrite e nos confirmar seu estágio.
Geralmente as nefrites agudas são reversíveis. Primeiro são tratados os sintomas, onde se recomenda dieta pobre em sal e proteínas, controle da pressão, uso de diuréticos e imunossupressores, quando há envolvimento imunológico. Quando já existem lesões crônicas, além de amenizar as complicações, o tratamento é o de sustentação e impedimento do avanço dessas lesões.
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Rins: quais são as causas da insuficiência renal crônica?
Diversas são as doenças que levam à insuficiência renal crônica. As três mais comuns são a hipertensão arterial, a diabetes e a glomerulonefrite.
A hipertensão arterial (pressão alta) é outra importante causa de insuficiência renal. Como os rins são os responsáveis no organismo pelo controle da pressão, quando eles não funcionam adequadamente, há subida na pressão arterial que, por sua vez, leva à piora da disfunção renal, fechando assim um ciclo de agressão aos rins. O controle correto da pressão arterial é um dos pontos principais na prevenção da insuficiência renal e da necessidade de se fazer diálise.
O diabetes é uma das mais importantes causas de falência dos rins, com um número crescente de casos. Após cerca de 15 anos de diabetes, alguns pacientes começam a ter problemas renais. As primeiras manifestações são a perda de proteínas na urina (proteinúria), o aparecimento de pressão arterial alta e, mais tarde, o aumento da uréia e da creatinina do sangue.
Uma causa muito freqüente de insuficiência renal é a glomerulonefrite (“nefrite crônica”). Ela resulta de uma inflamação crônica dos rins. Depois de algum tempo, se a inflamação não é curada ou controlada, pode haver perda total das funções dos rins.
Outras causas de insuficiência renal são: rins policíticos (grandes e numerosos cistos crescem nos rins, destruindo-os), a pielonefrite (infecções urinárias repetidas devido à presença de alterações no trato urinário, pedras, obstruções, etc.) e doenças congênitas (“de nascença”).
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