Poluição do ar: os gases tóxicos emitidos pelos carros
Os motores veiculares emitem diversos poluentes que a Agencia Americana de Proteção Ambiental (EPA – Environmental Protection Agency) classificou como cancerígenos comprovados ou como prováveis cancerígenos .
O Benzeno, por exemplo é um cancerígeno comprovado, enquanto que substâncias como o aldeído fórmico, o aldeído acético, o butadieno e o material particulado do diesel são considerados como prováveis cancerígenos para o ser humano.
Estão sendo ainda realizados estudos para se determinar se há outras substâncias tóxicas emitidas por motores veiculares. Por exemplo, a EPA e a indústria americana estão atualmente investigando se aditivos da gasolina que contenham oxigênio, tais como o MTBE (“Methyl Tertiary Butyl Ether”) causam algum efeito adverso à saúde. A EPA está trabalhando também com indústrias automotivas e com produtores de combustíveis para testar motores veiculares quanto à possível emissão da dioxina.
A EPA estima que as emissões de gases tóxicos pelos motores veiculares (automóveis, caminhões e ônibus) sejam responsáveis por nada menos do que metade de todos os casos de câncer atribuídos à poluição ambiental por gases atmosféricos.
Essa estimativa não provém dos casos conhecidos de câncer, mas sim de modelos que calculam o número máximo de ocorrências de câncer esperado em função dos níveis atuais de exposição aos poluentes atmosféricos emitidos por motores veiculares. Os modelos teóricos utilizados consideram os estudos disponíveis de saúde pública, dados referentes à qualidade do ar e outras informações acerca dos tipos de veículos em circulação e de seus combustíveis.
Veículos fora-de-estrada tais como tratores e veículos próprios para deslocamento sobre a neve também emitem gases tóxicos.
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Poluição do ar: o que é o fenômeno da inversão térmica?
A ação dos contaminantes do ar pode ser muito agravada quando ocorre o fenômeno da inversão térmica das camadas atmosféricas. Normalmente, o ar junto à superfície do solo está em constante movimento vertical, devido ao processo denominado convecção que consiste no seguinte: as irradiações caloríficas do Sol, aquecendo a superfície da Terra, fazem com que o ar, junto a essa superfície, se aqueça; o ar aquecido torna-se mais leve que o ar frio e tende, pois, a subir formando uma corrente formando uma corrente ascendente.
Esse deslocamento da camada inferior cria um “vazio” junto ao solo fazendo com que o ar frio, que se achava em cima, desça para junto do solo em substituição ao que subiu; uma vez junto ao solo, ele se aquece e sobe tomando o lugar do outro que se esfriou, e assim, sucessivamente.
Podemos observar que isso está ocorrendo pela posição vertical da pluma de fumaça das chaminés.
Condições desfavoráveis podem, entretanto inverter a disposição das camadas atmosféricas. Principalmente no inverno pode ocorrer um rápido esfriamento do solo ou um rápido aquecimento das camadas atmosféricas superiores.
Nessas condições, o ar quente, ficando por cima da camada de ar frio, funciona como um tampão, impedindo qualquer movimento vertical: o ar frio não sobe, porque é mais pesado e o ar quente não pode descer porque é mais leve. Quando isso acontece, as fumaças e gases produzidos pelas chaminés e pelos veículos não são dissipados pelas correntes verticais. As plumas de fumaça das chaminés assumem posição horizontal, tendendo a colar-se ao solo.
A cidade toda fica como que encerrada em uma campânula invisível que impede a saída de gases. Conseqüentemente, nessas ocasiões, a concentração de substâncias tóxicas aumenta muito.
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Apoptose: as mitocôndrias e o processo de morte das células
As mitocôndrias são estruturas localizadas no interior das celulas responsáveis pela produção de energia, através da degradação de alimentos que ingerimos (carboidratos, proteínas e gorduras) e o consumo simultâneo de oxigênio (respiração aeróbia), processo denominado de fosforilação oxidativa.
Falhas nesse processo oxidativo constitui uma das formas mais comuns na formação de Radicais Livres (RLs), que são substâncias com alto potencial deletério, devido a sua elevada reatividade com outros componentes constituintes da célula. Além da produção energética e de oxigênio reativo, descobertas recentes relatam o papel da mitocôndria em vários outros processos celulares. Um maior conhecimento dos mecanismos responsáveis pela produção exacerbada desses compostos reativos e, a detecção de substâncias que possam impedir ou diminuir sua formação, permitirão combatê-los, contribuindo desta forma por coibir precocemente o desenvolvimento de doenças crônico-degenerativas.
Diferentes pesquisas têm mostrado o papel fundamental das mitocôndrias, no controle do processo morte celular programada, chamado de apoptose. Estruturalmente a mitocôndria se caracteriza pela presença de duas membranas (externa e interna), separadas por um espaço intermembranar. O espaço interno delimitado pela membrana interna é preenchido pela matriz mitocondrial.
Essa matriz possuidora de uma densidade moderada onde estão dissolvidas as cadeias de DNA, ribossomos e pequenos grânulos, participa e regula várias atividades alternativas como: termogênese, regulação do Ca2+ intracelular, participação na esteroidogênese e controle da apoptose. A termogênese é um dos processos adaptativos dos mamíferos ao frio, sendo primordial aos recém-nascidos e animais que hibernam. Os hormônios esteróides são produzidos a partir do colesterol. O processo ocorre na membrana interna, voltada para o lado da matriz mitocondrial, onde a enzima P450scc quebra a cadeia lateral do colesterol formando os hormônios sexuais masculinos e femininos.
A apoptose é uma rígida e regulada série de eventos moleculares dependentes de energia, orquestrados por uma programação genética. As doenças mitocondriais podem ter uma grande variedade de modelos de herança materna, mendeliana ou a combinação de ambas. Muitas patologias, e em alguns casos doenças graves como o câncer, podem residir no mau funcionamento mitocondrial. Só recentemente com o advento de técnicas mais refinadas e, a disponibilização de modelos experimentais, foi possível se obter uma compreensão mais apurada da maquinaria mitocondrial, e como seu inadequado funcionamento poderia deflagrar uma doença. As doenças mitocondriais são relativamente raras, provavelmente porque a maioria dos defeitos ocorram ao nível do DNA. Isso acarreta sérios problemas a longo prazo além de permitir que desordens letais persistam na população.
Os defeitos mitocondriais geralmente se manifestam em uma pequena região dentro de um tecido. Entretanto seus efeitos podem ser sistêmicos e se intensificam com o decorrer dos anos, como nos casos de acidose lática, perda da audição, gromerulopatia, hepatopatia, pseudo-obstrução intestinal, episódios de náuseas e vômitos, defeitos na condução cardíaca, cardiomiopatia, diabetes mellitus, baixa estatura, hipotireiodismo, catarata, disfunção pancreática, retinopatia e desordens psiquiátricas.
Além disso, algumas doenças auto-imunes decorrem de respostas imunológicas do paciente com produção de anticorpos contra proteínas mitocondriais. Inclui-se nesse grupo doenças como: cirrose biliar, cardiomiopatia dilatada e neuropatia óptica hereditária de Leber.
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