Trabalhos Escolares

A evolução da tecnologia durante o Renascimento

Os conhecimentos acumulados desde as origens de Roma, passando pela Idade Média, se aprimoraram notavelmente a partir do século XV. De particular importância no Renascimento europeu foram as realizações dos engenheiros e arquitetos italianos, dos metalurgistas e impressores alemães e dos engenheiros holandeses.

Obras notáveis no campo da engenharia hidráulica são os canais construídos por Bertola de Novate, em Milão, e as eclusas, inventadas provavelmente por Leonardo da Vinci. Coube igualmente aos italianos o privilégio de aperfeiçoarem técnicas para a produção em grande escala, algumas das quais foram descritas por Vanoccio Biringuccio em De la pirotechnia (1540), importante obra sobre metalurgia.

Nos estaleiros de Veneza, a construção naval alcançou alto grau de elaboração e eficiência. Leonardo da Vinci foi um dos grandes inovadores da tecnologia da Itália renascentista e se interessou particularmente por engenharia militar, embora suas anotações sobre maquinaria fossem as mais completas. Desenhou vários tipos de moinhos, bombas e aparelhos hidráulicos, máquina têxtil, peças de artilharia, objetos de metal, máquina de polir e até um aparelho para voar.

Da Vinci já demonstrava preocupar-se com problemas que somente séculos depois seriam solucionados, como a redução do atrito e a construção de máquinas automáticas.

Importantes nos séculos XV e XVI foram os progressos em metalurgia, especialmente do cobre e da prata, registrados na Hungria e na Alemanha, bem como no domínio da análise dos metais, técnica complexa que envolvia o emprego de fornos especiais, pesos, balanças e fundentes. De maior importância ainda, por seu ilimitado alcance cultural, foi a invenção da impressão com tipos móveis, desenvolvida independentemente por Johannes Gutenberg, Procopius Waldvoghel (de Praga) e construtores holandeses.

Cabem também a engenheiros holandeses as mais notáveis realizações da engenharia civil no período pós-renascentista: foram eles que elevaram a um nível sem precedentes as técnicas de construção de diques, de canais de drenagem e de moinhos de vento.

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A evolução da tecnologia durante a Idade Média

Entre os séculos V e XIV, a Europa ocidental viveu um notável florescimento tecnológico. Por volta do século X, os bárbaros, que haviam destruído o Império Romano, erigiram uma civilização a partir de esforços próprios, de conhecimentos herdados do passado e da assimilação das técnicas romanas.

A tecnologia do Oriente Médio e do Extremo Oriente chegou ao Ocidente por meio do mundo bizantino e da Espanha muçulmana. O comércio com os árabes resultou em contatos com a Índia e a China, onde a tecnologia era mais avançada que no Ocidente.

Desse modo, os europeus tomaram conhecimento de importantes invenções, tais como a fiação da seda, a fundição do ferro, a pólvora, o papel, diversas modalidades de impressão e as chamadas armações latinas para navios. A isso se somam as contribuições autóctones, entre as quais se incluem o sabão, barris e tubos, o arado, a ferradura para animais, o cultivo da aveia e do centeio, além da rotação de culturas.

O grande feito tecnológico da Idade Média foi o aproveitamento das fontes de energia, particularmente a eólica (com os moinhos de vento) e a hidráulica (com as rodas d’água), mecanismos que familiarizaram o homem com técnicas que iriam contribuir para a transformação da Europa nos séculos XVIII e XIX. O aproveitamento dessas fontes energéticas deu início ao processo de libertação do homem do trabalho físico.

Outra notável inovação tecnológica da Idade Média foi a invenção e o aperfeiçoamento do relógio mecânico.

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Cartografia: o que é a projeção de Peters?

Cartografia: o que é a projeção de Peters?

A Projeção de Gall-Peters é um tipo de projeção cartográfica dita cilíndrica e equivalente.

As retas perpendiculares aos paralelos e as linhas meridicanas têm intervalos menores, o que resulta numa reprodução fiel das áreas dos continentes à custa de uma maior deformação do formato dos mesmos.

Esta projeção surgiu em 1973, e suscitou debates acalorados entre os cartógrafos, devido às implicações políticas de suas características.

A projeção de Gall-Peters é dita “terceiro-mundista”, por dar um realce maior às nações que historicamente compõem a parte mais pobre do mundo. Arno Peters o batizou de “mapa para um mundo mais solidário”. Os países situados em altas latitudes são relegados a um segundo plano, ao contrário da projeção de Mercator.

A maior diferença da projeção de Gall-Peters para a representação de Mercator é a redução do tamanho do continente europeu e o aumento considerável do continente africano. Todavia, continua sendo um mapa pouco conhecido, e poucas editoras fazem menção a ele em seus livros e cartas geográficas.

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