Charles Chaplin: biografia do ator e diretor (histórias, obras, vida e filmes)

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biografia de Charlie Chaplin, vida e obra do ator Charles Chaplin
Charlie Chaplin, além de ser considerado o maior ator da história do cinema, foi diretor, produtor e autor. Alguns o aclama como o maior artista que já existiu.
Chaplin inspirou a vida de muitas pessoas com suas comédias e personagens criativos, atingindo fama mundial através do cinema mudo.
O início:
Sir Charlie Spencer Chaplin nasceu em Londres, no dia 16 de abril de 1889. Sua família era pobre, e passou grande parte de sua infância em um orfanato.
Chaplin nunca soube a identidade de seu pai verdadeiro. Sua mãe, Hannah, era uma atriz mal sucedida que passou a infância de Chaplin em institutos psiquiátricos. Ele e seu irmão cresceram como órfãos. Seu padrasto era alcoólatra, tendo abandonado sua mãe quando Chaplin ainda era criança.
Desde os cinco anos, Chaplin e seu meio-irmão Sidney faziam apresentações pelas ruas. Deixou a escola aos 10 anos e foi trabalhar como mímico. Em 1910, viajou para os Estados Unidos com seu grupo de mímica, os ‘Comediantes Silenciosos de Fred Karno’, permanecendo no país.
Cinema:
Em 1913, Chaplin juntou-se aos Estúdios Keystone, em Nova Iorque. Sua primeira aparição no cinema foi em 1914, no filme ‘Carlitos Repórter’, que lhe trouxe fama nacional. Ainda em 1914, com o filme ‘Corridas de Automóveis para Meninos’, surgiu o personagem do Vagabundo, representado pelo próprio Chaplin. O Vagabundo se tornaria um marco na carreira de Chaplin.
Em 1918 Chaplin criou seu próprio estúdio, o United Artists, juntamente com Douglas Fairbanks, Mary Pickford e D. W. Griffith. Permaneceu sócio do estúdio até 1952.
Na United Artists, Chaplin tornou-se a primeira, e provavelmente a única pessoa a controlar todos os setores da produção cinematográfica, incluindo seleção de elenco, direção, produção, edição e atuação.
Política:
Apesar de ter vivido décadas nos Estados Unidos, Chaplin nunca se tornou um cidadão americano. Ele se considerava um cidadão do mundo, rejeitando e ridicularizando qualquer tipo de patriotismo. Durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, Chaplin fez trabalhos com mensagens políticas: na Segunda Guerra Mundial, ele criticou Hitler e os nazistas, e na Guerra Fria ele expressou sua simpatia em relação aos pacifistas e comunistas. Por causa de alguns de seus filmes politizados, Chaplin acabou vítima da campanha anti-comunista de Joseph McCarthy, conhecida como Macartismo ou “a caça às bruxas”. O FBI criou um dossiê contendo 2.000 páginas sobre o artista, sem nenhuma prova de que ele era comunista.
Em 1952, dois dias após partir para a Inglaterra para promover seu novo filme, teve seu visto de entrada para os Estados Unidos cancelado. Foi morar na Suíça, onde viveu até o fim de sua vida com sua esposa Oona e sua família.
Prêmios:
Em 1972, 20 anos após ter tido seu visto americano confiscado, Chaplin foi convidado a voltar aos Estados Unidos para receber um Prêmio Honorário, na cerimônia de entrega do Oscar, por suas contribuições à indústria cinematográfica. Na premiação, Chaplin recebeu a maior ovação de toda a história do Oscar. Três anos depois, em 1975, Chaplin recebeu uma das maiores honrarias que um artista pode receber: foi condecorado Cavaleiro do Império Britânico pela rainha Elizabeth II, obtendo assim seu título de Sir.
Vida privada:
Apesar de muito admirado por seu trabalho, era freqüentemente criticado em sua vida pessoal. Casou quatro vezes, sempre com mulheres bem mais jovens, e estas uniões não duravam muitos anos. Com sua segunda esposa, Lita Grey, Chaplin teve 2 filhos, e com a quarta esposa, Oona O´Neil, teve oito filhos. Oona tinha apenas 18 anos quando se casaram em 1943. O casal permaneceu junto até a morte de Chaplin, em 25 de dezembro de 1977.
Suas Obras:
Charlie Chaplin foi sem dúvida um dos verdadeiros gênios da história da sétima arte. Em toda sua obra, o Vagabundo permanece como sendo o seu personagem mais famoso e adorado, aparecendo em mais de 70 filmes.
Em vários filmes, o Vagabundo faz de tudo pela mulher que ele adora, finalmente entendendo que elas nunca se apaixonariam por um vagabundo como ele.
O Vagabundo usava um fraque, sapatos grandes, um chapéu e uma bengala. O personagem foi inspirado na infância pobre do próprio Chaplin.
Chaplin hesitou em adicionar o som a seus filmes até 1931, com ‘Luzes da Ribalta’. Nele, o Vagabundo continuou se expressando através de mímica, vivendo um amor platônico por uma vendedora de flores cega. Chaplin adicionou trilha e efeitos sonoros ao filme, mas nenhum diálogo. A partir de então ele passou a compor trilhas sonoras para seus filmes e adicionou música a alguns de seus antigos clássicos.
O Vagabundo somente recebeu voz ao cantar uma música no filme Tempos Modernos (1936). Em seguida, Chaplin abandonou o papel do Vagabundo e passou a representar personagens diversificados. Esta transição é marcada por O Grande Ditador (1940).
O Grande Ditador foi o primeiro filme de Chaplin inteiramente falado, uma mescla de comédia com uma afiada e irônica crítica política. Ele representa dois papéis no filme, o de um barbeiro judeu e o de um ditador, um ‘Hitler’ do país da ‘Tomania’.
Em 1947, Chaplin lançou o filme ‘Monsieur Verdoux’, um trabalho brilhante com uma distinta visão do pós-guerra e pós-Holocausto.
Entre as mais importantes obras de Charlie Chaplin estão: O Garoto (1921), Pastor de Almas (1923), Em Busca do Ouro (1925), O Circo (1928), Luzes da Cidade (1931), Tempos Modernos (1936), O Grande Ditador (1940), Monsieur Verdoux (1947), Luzes da Ribalta (1952) e Um Rei em Nova Iorque (1957).
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