A partir de 1870, o pensamento econômico passava por um período de incertezas diante de teorias contrastantes (marxista, clássica e fisiocrata).

Esse período conturbado só teve fim com o advento da Teoria Neoclássica, em que se modificaram os métodos de estudo econômicos. Através destes buscou-se a racionalização e otimização dos recursos escassos.

Conforme a Teoria Neoclássica, o homem saberia racionalizar e, portanto, equilibraria seus ganhos e seus gastos. É nela que se dá a consolidação do pensamento liberal. Doutrinava um sistema econômico competitivo tendendo automaticamente para o equilíbrio, a um nível pleno de emprego dos fatores de produção.

Pode-se dividir essa nova teoria em quarto importantes escolas: Escola de Viena ou Escola Psicológica Austríaca, Escola de Lausanne ou Escola Matemática, Escola de Cambridge e a Escola Neoclássica Sueca. A primeira se destaca por formular uma nova teoria do valor, baseada na utilidade (teoria subjetiva do valor), ou seja, o valor do bem é determinado pela quantidade e utilidade do mesmo. Também chamada de Teoria do Equilíbrio Geral, a Escola de Lausanne, enfatizava a interdependência de todos os preços do sistema econômico para manter o equilíbrio.

A Teoria do Equilíbrio Parcial ou Escola de Cambridge considerava que a economia era o estudo da atividade humana nos negócios econômicos, portanto, a economia seria uma ciência do comportamento humano e não da riqueza. Por fim, a Escola Neoclássica Sueca foi a responsável pela tentativa da integrar a análise monetária à análise real, o que mais tarde foi feito por Keynes.

Em contraposição ao Karl Marx, um importante neoclássico, Jevons, ponderava que o valor do trabalho deveria ser determinado pelo valor do produto e não o valor do produto determinado pelo valor do trabalho. Afinal, o produto dependerá da aceitação do preço pelo comprador para ser vendido.

Com base em novos modelos teóricos, com novas concepções de conceitos sobre valor, trabalho, produção e outros, os neoclássicos se dispuseram a rever toda a análise econômica clássica. Várias obras foram escritas tendo por fim alcançar a cientificidade pura da economia. Alfred Marshall, em sua obra Síntese Neoclássica, tenta provar de que forma o livre funcionamento das relações comerciais garantiriam a plena alocação dos fatores de produção.

A principal preocupação dos neoclássicos era o funcionamento de mercado e como se chegar ao pleno emprego dos fatores de produção, baseada no pensamento liberal.

Alfred Marshall (1842-1924)

Alfred Marshall, um dos grandes fundadores da teoria Neoclássica no séc. XIX, no processo de sua construção, procurou apoiar-se em dois paradigmas de ciência que não se combinam confortavelmente: o mecânico e o evolucionário.

Conforme o primeiro, a economia real é entendida como um sistema de elementos (basicamente, consumidores e firmas) que permanecem idênticos a si mesmos exteriores uns aos outros, e que estabelecem relações de trocas orientados unicamente pelos preços. Estes últimos tem a função de equilibrar as ofertas e demandas que constituem os mercados. Na economia como um sistema mecânico é preciso notar, todo movimento é reversível e nenhum envolve qualquer mudança qualitativa.

Conforme o segundo, a economia real é compreendida como um sistema m permanente processo de auto- organização que apresenta propriedades emergentes. Os elementos do sistema evolucionário podem se transformar no tempo. Influenciando-se uns aos outros, relacionando-se entre si de várias formas, as quais também podem mudar. Ao contrário do que ocorre no sistema mecânico, neste último o movimento acompanha a flecha do tempo e aos acontecimentos são irrevogáveis.

Para Marshal é preciso tomar um caminho evolucionário e este caminho hoje está aberto mesmo o plano do formalismo já que a era do computador permite o desenvolvimento de modelos com base em dinâmicas complexas.

Palavras relacionadas a este artigo:
  • teoria neoclassica da economia
  • teoria neoclássica economia
  • economia neoclassica
  • alfred marshall teoria
  • escola neoclássica economia