Marte é o quarto planeta do Sistema Solar, na ordem de distâncias a partir do Sol, e cuja órbita é exterior à da Terra e interior à de Júpiter, brilha como estrela de primeira grandeza, com luz avermelhada, chegando seu esplendor a comparar-se ao de Vênus na época mais favorável.

Tem 6 700 km de diâmetro e seu traço mais característico são as calotas polares. Está envolvido por espessa camada atmosférica, que, no entanto, é rarefeita. O período de rotação é, aproximadamente, 24h37,5min, sendo, pois, o dia marciano um pouco maior que o terrestre.

Tem regiões brilhantes de cor alaranjada e outras zonas mais escuras, cujos contorno e tom mudam com as estações marcianas. A cor avermelhada do planeta se deve à oxidação ou corrosão da superfície. Acredita-se que as zonas escuras são formadas por rochas similares ao basalto terrestre, cuja superfície também sofreu erosão e oxidação.

Possui dois satélites, Fobos e Deimos, descobertos por Asaph Hall em 1877, (têm diâmetro inferior a 20 km; o segundo, satélite interior, efetua sua revolução em torno de Marte em menos de 9 horas), ano em que o astrônomo italiano Schiaparelli descobriu os “canais” marcianos.

Uma revolução completa em torno do Sol efetua-se em 687 dias. Descrevendo ao redor do Sol uma órbita inclinada de 1º51′ sobre o plano da enclíptica, e com uma grande excentricidade, a distância ao redor do Sol é bastante variável, mas em média, de 227.000.000 km. A distância média à Terra é de 149.000.000 km, mas pode chegar a 400.000.000 km ou, nos pontos mais próximos, a 56.000.000 km. Nesta última posição, aparece cada quinze anos, sempre na segunda quinzena de agosto.

Um inglês, Percival Lowell, gastou sua fortuna no estudo de Marte. Até fez construir um observatório particular em Arizona (Estados Unidos), de onde fotografou pela primeira vez um “canal” marciano e as calotas polares em suas diversas fases. Lowell e outros chegaram a afirmar que eram canais escavados por seres inteligentes a fim de conduzir a água dos pólos a todas as partes do planeta. Outros astrônomos afirmaram que tais canais não passavam de uma ilusão de ótica.

A temperatura em Marte se mantém sempre 20º mais baixa que na superfície terrestre; a zona equatorial pode chegar até 20º, ao passo que nos pólos se mantém sempre entre -80º e -100º. Por causa da inclinação do equador de Marte sobre o plano de sua órbita, tem as mesmas estações da Terra. A oscilação de temperatura entre o dia e a noite em Marte é superior à da Terra.

A atmosfera de Marte é formada por óxido de carbono (95%), nitrogênio (2,7%), argônio (1,6%), oxigênio (0,2%), e traços de vapor de água, monóxido de carbono e gases nobres.

A superfície de Marte pode ser dividida em duas zonas mais ou menos hemisféricas por um grande círculo com inclinação de mais ou menos 30° em relação ao equador. A metade sul é composta por terreno antigo rodeado por crateras que datam da história mais recente do planeta, quando Marte e os demais planetas estavam sujeitos a um bombardeio de meteoritos mais intenso que atualmente. A metade norte de Marte tem uma superfície com menos crateras e portanto, mais jovem, que se supõe ser composta de fluxos vulcânicos.

O conhecimento mais detalhado de Marte se deve a seis missões realizadas por naves espaciais norte-americanas entre 1964 e 1976. O primeiro satélite artificial de Marte (Mariner 9, lançado em 1971) estudou o planeta durante quase um ano, proporcionando aos cientistas a primeira visão global do planeta. Em 1976, duas sondas Viking pousaram com êxito e realizaram as primeiras pesquisas diretas da atmosfera e da superfície do planeta.

Vida em Marte

De acordo com pesquisadores da Universidade de Colorado e da Universidade de Washington, a vida que eventualmente poderia ter existido em Marte é insignificante se comparada à biomassa da Terra no começo da sua história. Estudando as fissuras geotermais, as rochas e a atividade vulcânica, e considerando também que nenhuma forma de fotossíntese foi detectada no planeta, eles concluíram que o montante da energia química em Marte só poderia ter produzido uma parcela pequena de vida por reação química durante bilhões de anos de existência do planeta vermelho.

Uma pergunta mais difícil de ser respondia é se já existiu vida em Marte. Para responder a essa questão, seria preciso recolher amostras do solo e trazê-las à Terra, para serem analisadas em detalhe.

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