Nova Gripe (H1N1): não há motivos para pânico, esse alarde todo é ignorância!
- segunda-feira, agosto 3, 2009, 23:21
- Saúde e Alimentação
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Quadro Comparativo
Conforme dados estatísticos da Organização Mundial da Saúde, a Gripe A possui índices de morbidade e mortalidade menores aos da gripe comum.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 24 de julho, indicam semelhança entre a gravidade dos casos da Gripe A e os da gripe comum ou sazonal no Brasil. Dos 1.566 casos confirmados da Gripe A no País, entre os dias 25 de abril e 18 de julho deste ano, 14,2% apresentaram dificuldade respiratória moderada ou grave, além de febre e tosse — sintomas compatíveis com a definição de síndrome respiratória aguda grave. No mesmo período, das 528 pessoas com diagnóstico da gripe sazonal, 17% evoluíram para esse mesmo quadro.
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“No Brasil, podemos afirmar categoricamente que adoecer pela gripe comum ou pela H1N1 é muito semelhante do ponto de vista da gravidade dos casos. Isso indica que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus”, afirma o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage.
Entende-se, assim, não haver necessidade de condutas alarmistas ou medidas que excedam às necessidades do quadro presente.
A frequente higienização das mãos com água e sabão, juntamente com os cuidados a seguir relacionados, é suficiente como medida de prevenção, da mesma maneira que para a gripe comum.
Medidas pessoais relacionadas à higiene e hábitos saudáveis, como hidratação corporal, alimentação balanceada e atividade física regular, além de um estado psicoemocional equilibrado, mantêm o corpo fortalecido e o sistema imunológico em melhores condições de exercer uma proteção natural, gerando um conjunto de fatores que tem se mostrado suficiente para o controle da disseminação dessa doença.
Gripe A:
A Gripe A é uma doença que tem como agente uma variante do vírus H1N1, ou vírus influenza do tipo A.
Trata-se de uma doença respiratória, vulgarmente chamada de “gripe suína”, porque surgiu entre os suínos, e que acomete, além destes, aves e humanos.
Sinais e Sintomas
Os sinais e sintomas são semelhantes aos da gripe humana comum, porém, mais agudos, na maioria dos casos, e incluem febre acima de 38°C, sensação de fadiga, falta de apetite e tosse. Coriza clara, garganta seca, náusea, vômito e diarréia também podem acontecer; assim como dores de cabeça, irritação nos olhos e dores musculares e articulares.
Só se consegue a certeza do diagnóstico isolando o vírus influenza do tipo A, por meio da análise das amostras respiratórias dos pacientes nos primeiros 4 a 5 dias, ou até 10 dias, em crianças.
Caso apresente algum sintoma relacionado, procure seu médico ou posto de saúde para saber se é uma gripe comum ou a do vírus da Gripe A.
Contágio
A doença se transmite, principalmente, por gotículas de água disseminadas no ar pela tosse ou pelo espirro de pacientes infectados.
A contaminação dá-se, ainda, da mesma forma que a da gripe comum: por via aérea, pelo contato direto (respiração, saliva) ou indireto (por meio de objetos contaminados) com o infectado.
Registra-se não haver a contaminação pelo consumo de carne ou produtos de origem suína. O ato de cozinhar a carne de porco a 70ºC destrói quaisquer microorganismos patogênicos.
Prevenção (recomendações do Ministério da Saúde)
* ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável;
* evitar locais com aglomeração de pessoas;
* evitar o contato direto com pessoas doentes, já que o vírus fica no ar quando há tosse ou espirro, e a um metro de distância pode ser inalado;
* se estiver contaminado, não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
* evitar tocar olhos, nariz ou boca;
* lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar;
* em caso de adoecimento, procurar assistência médica;
* não usar medicamentos sem orientação médica; e
* ao iniciar as aulas nesse segundo semestre, caso seu filho, ou o estudante, esteja com sintomas de gripe, a princípio não deve ir à escola, como medida preventiva.
Sobre o uso de máscaras descartáveis: o Ministro da Saúde orienta que o uso de máscaras descartáveis não é eficaz como meio de prevenção. Nem todos que usam máscaras na rua estão tentando se prevenir do vírus, mas, quase sempre, realizaram alguma cirurgia delicada, como um transplante.
Tratamento
Até o momento, a vacina contra a Gripe A só existe para os suínos, e com o vírus sem mutação. Não há comprovação de que as atuais vacinas contra a gripe ofereçam proteção contra a Gripe A. Pela evolução do risco, acredita-se que em 4 ou 5 meses uma vacina específica será elaborada.
Algumas drogas antivirais (Oseltamivir e Zanamivir) estão sendo usadas na prevenção e tratamento da doença, tentando impedir a replicação do vírus no corpo humano. O resultado atualmente obtido é a diminuição da agressividade da infecção. Tem sido observado que, para maior eficácia, é necessário começar a sua utilização nos dois primeiros dias de sintomas. Por outro lado, o uso indiscriminado desses remédios pode induzir a mais mutações e a efeitos colaterais com riscos desnecessários.
De acordo com o Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza do Ministério da Saúde, baseado em recomendações da Organização Mundial da Saúde, apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave, serão medicadas com o Fosfato de Oseltamivir.
O grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (tais como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), pessoas com obesidade mórbida e também com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.
Link complementar:
Universidade de São Paulo – USP
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