O ETA e a luta terrorista pela criação de um novo país

O ETA defende a criação de um Estado que abrangeria a Província do País Basco, parte de Navarra e a região norte da França, chamada pelo grupo de Euskadi (pátria basca) Norte.

Historicamente, a região tem ideais separatistas desde o século passado. O principal grupo nacionalista é o PNV, criado em 1895 por Sabín Arana Goiri.

Após a Guerra Civil Espanhola (1936-39), o país passa pela ditadura de Francisco Franco, que se caracteriza por forte centralismo do Estado e proibição de autonomias regionais.

Nos anos 50, os primeiros militantes do ETA estavam ligados ao PNV. Mas os nacionalistas passaram a defender uma posição mais moderada em relação à separação do País Basco.

Em 1959, dissidentes do PNV fundam o ETA, que, sete anos depois, optam pela luta armada para protestar contra a ditadura franquista e defender a autonomia para a região basca.

Em 1975, com a morte do ditador Franco, a questão basca passa a ser discutida mais livremente.

Quatro anos depois, a Constituição espanhola declara a região uma Província Autônoma, com Parlamento, polícia e governo próprios. Em quase 30 anos de conflitos, cerca de 800 pessoas foram mortas durante distúrbios e atentados terroristas.

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