O que são os Flavorizantes? para que servem e quais os riscos para a saúde?

Os aditivos alimentares têm sido usados por séculos: nossos ancestrais usaram sal para preservar carnes e peixes; adicionaram ervas e temperos para melhorar o sabor dos alimentos; preservaram frutas com açúcares e conservaram pepinos e outros vegetais com vinagre.

Entretanto, com o advento da vida moderna, mais aditivos têm sido empregados, a cada ano. A existência de vários produtos modernos, tais como os de baixo valor calórico, fast-food, salgadinhos embalados não seria possível sem os aditivos atuais. Estes são usados para preservar os alimentos, melhorar o seu aspecto visual, seu sabor e odor, e estabilizar sua composição.

Além disso, são empregados para aumentar o valor nutricional e evitar a sua decomposição ou oxidação com o passar do tempo. O número de aditivos atualmente empregados é enorme, mas todos eles sofrem uma regulamentação federal no seu uso: alguns são permitidos somente em certas quantidades, enquanto que outros já foram banidos de nosso cardápio. E são dos laboratórios de química que saem, anualmente, mais e melhores aditivos.

Um aditivo alimentar, no senso comum, é qualquer substância adicionada ao alimento. Legalmente, entretanto, o termo significa: “qualquer substância adicionada propositadamente a um alimento com o objetivo de alterar características deste”. Esta definição abrange qualquer composto usado na produção, processo, embalagem, transporte ou estoque do alimento.

Os aditivos alimentares e seus metabólicos são sujeitos a análises toxicológicas rigoroas antes da aprovação do seu uso na indústria. Os estudos são conduzidos com espécies animais (ratos, cães, coelhos), objetivando se determinar os efeitos tóxicos a curto e longo prazo. Estes testes monitoram o comportamento dos animais, seu crescimento, taxa de mortalidade, reprodução, química do sangue e desenvolvimento de tumores, durante um perído de 90 dias. A menor quantidade de aditivo que não produz nenhum efeito tóxico é chamada de “No-effect level”, ou NOEL. Este valor é, geralmente, dividido por 100 e se obtém o máximo “acceptable daily intake”, ADI.

Atualmente as industrias dispõem de um grande numero de técnicas para conservar e aprimorar os alimentos, que são importantes para garantir a disponibilidade destes, levando em conta que muitas pessoas em centros urbanos, distante dos centros de produção agrícola, além de criar uma variedade maior ao longo do ano sem depender da safra. Permite também a inovação de produtos, adequando-os ao paladar das pessoas.

Se por uma lado, os aditivos são bons para a conservação e alteração das características dos alimentos, eles possuem um lado ruim que muitas vezes são deixados de lado.

Com a necessidade de se trabalhar, nós homens, começamos a nos alimentar mal, fazendo com que os fastfood crescessem, e a antiga idéia de plantarmos nosso próprio sustento acabasse, sendo substituída pela idéia de compara o alimento. Com isso, os aditivos alimentares se tornaram quase obrigatórios em todos os tipos de alimentos, por conservarem, aromatizantes etc, pois vivendo em centros urbanos nós, agora, dependemos de supermercados para encontrar alimentos que ficam estocados e expostos, por dias e as vezes meses, perdendo sua qualidade.

Os aditivos alimentares são muito bons para manter a qualidade dos alimentos, porém quando utilizados de forma incorreta pode ser extremamente prejudiciais a saúde de todos nós. Isso é um problema que não é muito discutido, e por isso o governo não faz nada sobre o assunto. É um absurdo que algumas industrias no intuito de ganhar mais dinheiro, trocarem aditivos naturais, por artificiais, só porque é mais barato.

Outro absurdo é a criação da categoria de aditivos acidentais, que com exceção da contaminação por radiação, todas são justificativas para descaso dos industriais, por exemplo, por exemplo: os resíduos de agrotóxicos que permanecem nos vegetais, mesmo não sendo intencionais, um cuidado maior deveria ser tomado para só jogar o necessário de agrotóxico.

Outro exemplo, mais absurdo, são os antibióticos utilizados em aves e no gado, não é certo deixar o animal morrer, mas se está tratando com antibiótico, ele não pode ser levado para o abate logo que está curado, tem que dar um tempo para ele se cura. Como vamos saber se para não perder dinheiro os industriais mandam para o abate animais que não tem mais cura?

É vetado o uso de aditivos quando:

* Houver evidencia ou suspeita de que o mesmo possui toxicidade atual ou potencial.

*Interferir sensível e desfavoravelmente no valor nutritivo dos alimentos.

*Introduzir o consumo a um erro, engano ou confusão.

Problemas causados por alguns aditivos:

- Fosfolipídios (carne vermelha, gordura de coco) : Colesterol e arteriosclerose.

- Aromatizantes : Alergias, crescimento retardado e câncer.

- Sacarina (dietético ou sacarose) : Câncer.

- Nitritos e nitratos : Câncer no estômago e esôfago.

- Ácidos benzóico, polissorbados e umectantes : Alergias e distúrbios gastrointestinais.

- Ácido fosfórico : Cálculo na bexiga.

- Dioxido de enxofre : Redução de nível de vitamina B1 e mutações genéticas.

- Corantes : Anemia, alergias e toxidade sobre fetos, podendo nascer crianças com malformações.

- Ácido acético (vinagre) : Cirrose hepática, descalcificação de ossos.

- BHT e BHA : Tóxicos aos rins e fígado, e interfere na reprodução.

- EDTA : Anemia e descalcificação.

- Caramelo : Convulsões quando preparado em desacordo.

Em alguns países, o uso de ciclamatos, consumidos como adoçantes, está proibido em quaisquer ocasião por serem comprovadamente que são causadores de câncer. Com tudo o Brasil continua utilizando como adoçantes, sem restrição alguma.

Até a algum tempo atrás certas indústrias utilizavam antibióticos como conservantes do leite. Isso era um problema muito grave pois o consumo excessivo de antibióticos prejudica a flora intestinal, além disso algumas bactérias podem sofrer mutações tornando-se imune a esses medicamentos.

No mundo urbanizado uma coisa é real: precisamos dos aditivos alimentares, mas sem uma revisão na legislação, juntamente com uma fiscalização maior nas indústrias, talvez todos morreremos por causa deles.

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