Paleontologia: O que são os fósseis? Como são formados?

Os fósseis são a prova concreta da existência de determinados seres vivos no passado. São os restos e impressões deixadas em rochas em diversos locais. Estas impressões podem ser marcas, pegadas, rastros etc.

Comparando-se um fóssil com os animais atuais é possível determinar uma série de comparações, que, somadas a outros estudos, nos permitem supor uma provável linha evolutiva dos grupos animais.

A correlação entre os fósseis e o estudo de padrões evolutivos é muito grande. Observando-se os fósseis dos organismos que viveram no passado, pode-se obter uma série de semelhanças e diferenças com organismos atuais. Isso nos permite analisar as modificações ocorridas nestes organismos, e assim, traçar padrões evolutivos.

Para que um organismo fossilize, são necessárias condições muito especiais. Logo que um animal morre, seus tecidos moles são logo decompostos, seja por ação de organismos decompositores, seja por animais que se alimentem destes tecidos. As partes duras também sofrem decomposição, mas em um ritmo mais lento. Por isso a maioria dos fósseis encontrados são referentes às partes duras dos animais, como por exemplo os ossos dos dinossauros.

Entretanto, há casos em que o animal é preservado completamente, como os artrópodes envolvidos por âmbar, uma espécie de resina vegetal, que envolve o inseto e logo endurece, conservando o animal em seu interior. Outro caso incrível de conservação total é o dos mamutes das geleiras da Sibéria, cujo corpo foi conservado em meio ao gelo, em temperaturas baixíssimas. As extensas camadas de gelo que recobriram estes animais impediram que agentes externos decompusessem seus tecidos.

Estes casos são muito raros. O normal é que apenas as partes duras dos animais sejam conservadas. Assim, ossos, conchas e carapaças são mais comumente encontrados. Assim mesmo, são necessárias condições especiais para que aconteça a fossilização. Em primeiro lugar, é necessário que a estrutura a ser fossilizada seja rapidamente soterrada por terrenos alcalinos e úmidos. Com este soterramento a estrutura ficaria protegida da ação dos decompositores, e com o tempo, a compactação e a pressão transformam este terreno em rocha sedimentar. Por isso que procuramos fósseis sempre em rochas sedimentares.

Essas condições especiais existiram no passado, no fundo de lagos e oceanos. Aliás, não apenas animais se fossilizam; fósseis de vegetais também são encontrados, permitindo-nos compreender como evoluiu este grupo de seres vivos. Apenas em poucos casos a estrutura é preservada intacta, sem sofrer nenhuma alteração. Na maioria das vezes, ocorrem processos que modificam a estrutura original, gerando fósseis com uma constituição química diferente do organismo original.

As principais alterações que podem ocorrer são:

* Recristalização: quando as substâncias minerais que formam as partes duras do fóssil se recristalizam, de acordo com um novo padrão;

* Preenchimento: os espaços vazios da estrutura são preenchidos por substâncias químicas do próprio sedimento onde o fóssil se localiza;

* Substituição: é um processo extremamente lento, onde todo o material que compunha a estrutura é substituído por outras substâncias (especialmente a sílica), perdendo completamente sua composição química original, mas mantendo a forma. Como a substituição ocorre à nível molecular, forma-se uma réplica exata da estrutura original.

* Molde e contra-molde: neste caso, a estrutura é completamente destruída no interior da rocha que a envolve. Forma-se então um espaço vazio, chamado de molde. Uma outra substância pode ocupar esta cavidade e formar uma estrutura idêntica à original; seria o contra-molde.

A ciência que estuda os fósseis chama-se paleontologia (do grego palaiós = “antigo” + óntos = “ser” + lógos = “estudo”) e tem nos revelado muito sobre a evolução de determinados grupos de seres vivos.

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