Preservação do folclore e o papel social da capoeira

Em um esporte que mistura dança, luta, e jogo, o capoeirista é reconhecido como atleta, músico e bailarino da cultura brasileira.
Devido a importância do praticante para o folclore nacional e o papel social que realiza, criou-se em 1985 o dia nacional do capoeirista com o objetivo de preservar e divulgar a capoeira.
A data escolhida, 03 de agosto, não tem motivo conhecido. O Projeto de Lei apresentado à Assembléia Legislativa do estado de São Paulo pelo deputado estadual Tonico Ramos, justifica a importância de um dia comemorativo para o capoeirista, mas não explica a razão.
No início, na Angola, a capoeira era uma dança festiva e amorosa mesclada com movimentos de luta em que dois homens disputavam o amor de uma mulher. Quando chegou ao Brasil Colônia, foi usada pelos escravos para fugir dos castigos e dos capitães do mato. Para isso, movimentos baseados na força e agilidade de defesa de animais como o lagarto, a cobra e a onça, foram agregados. Pela história e desenvolvimento, a capoeira é reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro.
Atualmente, a capoeira tem o papel de formar cidadãos conscientes, além de grandes capoeiristas. Tornou-se freqüente a participação das mulheres que acompanham os maridos, levam os filhos e as amigas. Geralmente quem faz capoeira, não vai à academia porque aprende, através de exercícios de corpo e mente, trabalhar diversas facetas tais como arte, dança, luta, jogo, exercícios acrobáticos, resistência, força, criatividade e flexibilidade.
A Confederação Brasileira de Capoeira, responsável pela graduação dos capoeiristas, e outras entidades, buscam agora o certificado de profissionalização, e participação nas Olimpíadas, tal como karatê, jiu jitsu e taekwondo.
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