Rafting: história, dicas, equipamentos e curiosidades desse esporte radical
história do rafting, dicas e equipamentos de rafting
Desbravar belas corredeiras descendo a bordo de um bote. Esse é o rafting, um esporte que mistura adrenalina com segurança, e que pode ser praticado por qualquer pessoa.
Por ser praticado em equipe, proporciona a toda a família ou a um grupo de amigos o prazer de desenvolverem uma atividade juntos. A amizade e o companheirismo estão na essência do rafting.
O rafting:
Existem vários graus de dificuldade, para todos os gostos, por isso qualquer um pode se arriscar de acordo com sua vontade. Os trechos percorridos recebem graduação de 1 a 6, sendo o nível 6 impraticável mesmo para profissionais.
Pessoas comuns, mesmo que tenham mais idade, podem participar de percursos de até nível 4 desde que estejam acompanhados no bote por um guia experiente. Crianças de até 12 anos podem ter maior risco de acidentes conforme o nível do trajeto, e cabe ao instrutor decidir sobre a participação do menor.
O grande aumento no número de praticantes de rafting é resultado do crescimento de empresas especializadas e da veiculação do esporte na mídia. Essa atividade está intimamente ligada ao ecoturismo, juntamente com o trekking, rapel, cascading e parapente.
Origem do esporte:
A história do rafting começou no final do século XIX no rio Colorado, nos Estados Unidos. A primeira expedição foi organizada por John Wesley Powel, mas pela precariedade do barco e a falta de técnica fez com que muitos acidentes acontecessem.
No Brasil o rafting é praticado desde a década de 80. Apesar do pouco tempo, a divulgação do esporte e as muitas possibilidades que o país dá aos aventureiros, fizeram com que o esporte se desenvolvesse rapidamente. O primeiro campeonato brasileiro aconteceu em 1995, na cidade de Tibagi, no Paraná.
Equipamentos:
O bote tem de estar de acordo com os objetivos do grupo. Com características diferentes, os vários tipos de bote possibilitam ao grupo escolher qual o modelo mais indicado para cada tipo de corredeira.
Ele é feito de um material resistente, o hypalon. Esse tecido é uma mistura de fibra de poliéster e neoprene. O tamanho varia entre 3,65m até 5,50m. Quanto maior o tamanho do bote melhor a estabilidade.
Os itens de segurança são fundamentais no rafting. Os capacetes devem apresentar regulagem interna, para acomodar os diversos tamanhos de cabeça.
O modelo ideal de colete salva-vidas para o rafting deve ter uma alta flutuação, sistema de fechamento com presilhas reguláveis, um flutuador para cabeça.
Os remos utilizados devem ser o mais leve e resistente possível. O comprimento dos remos é de 60 polegadas. Outro item fundamental é o cabo de resgate, que é uma corda elástica com aproximadamente 20 metros.
Rios e corredeiras:
No Brasil os praticantes de rafting encontram muitas opções. Com uma natureza privilegiada existem corredeiras tanto para os iniciantes quanto para os mais radicais.
A principal referência para o esporte no País é a cidade de Brotas (São Paulo), conhecida como a capital brasileira dos esportes radicais, pela infra-estrutura que oferece e pelas ótimas condições naturais. Outra ótima opção é a cidade de Extrema, em Minas Gerais.
Praticantes:
Qualquer pessoa pode praticar o rafting, desde que todos os quesitos de segurança sejam cumpridos.
É necessário antes de se arriscar estar acompanhado de uma pessoa mais experiente e que conheça o rio. Todo trajeto pode ser perigoso se for subestimado. Se você é iniciante comece pelas corredeiras mais simples e de acordo com sua evolução, aumente o nível de dificuldade.
Por ser um esporte praticado em grupo é importante que se tenha uma união na equipe. E nunca se esqueça, sempre respeite os limites de seu companheiro. Cada um tem um grau de coragem e a individualidade deve ser respeitada.
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