Tabacaria – História e Curiosidades sobre Charutos

Tabacaria    História e Curiosidades sobre Charutos

Charutos

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O charuto é uma preparação feita com tabaco que pode ser fabricado à mão ou à máquinas. Geralmente é fechado em uma das pontas, por isso o hábito de cortar uma das extremidades com uso de uma pequena guilhotina.

É produzido em diversos países, entre eles Brasil, Itália e Alemanha. Porém, o título de melhor produtor do mundo continua com os cubanos. Vários fatores elevam a qualidade dos charutos de Cuba: condições do clima, temperatura, umidade, qualidade do solo para o plantio de tabaco, entre outras.

Quando dizemos que um charuto é “havano” referimos a um produto produzido na região de Pinar del Rio (assim como só podemos chamar de “champanhe” o produto originário de certa parte da França).

Origem:

A origem é incerta e talvez nunca saberemos com exatidão. O que se sabe é que o cultivo do tabaco (Nicotiana tabacum) teve início no continente americano pelo povo maia. Uma relíquia datada do século X, descoberta no território da Guatemala, mostra um maia fumando folhas de fumo juntas por um fio de barbante, amarradas na forma de um rolo. O único problema com essa evidência histórica sobre a invenção dos charutos, é que a civilização maia já tinha surgido há mais de dois milênios, portanto, não é possível determinar com precisão quando se fumou dessa forma pela primeira vez.

Raras são as evidências realmente precisas sobre os charutos e outras formas de consumir tabaco, mas pode-se dizer que o tabaco vem sido utilizado para fumar há milênios, e o charuto como é conhecido hoje se originou disso.

Etimologia:

A palavra ‘charuto’ deriva provavelmente da palavra maia sik’ar, expressão que originou a palavra espanhola e portuguesa “cigarro”. O verdadeiro significado da palavra “tabaco” permanece desconhecido até hoje.

História:

O fumo e suas diversas formas só começaram a se difundir após a chegada de Cristóvão Colombo na América, no ano de 1492. Dois homens de sua tripulação – Rodrigo de Jerez e Luis de Torres – foram enviados para explorar a região no mês de Novembro, e retornando, fizeram relatos sobre os índios tainos que: “…tinham tochas nas mãos e ervas das quais inalavam fumaça, ervas secas dentro de uma folha, igualmente seca… acesas na ponta, eram chupadas ou aspiradas, o que lhes intorpece a pele e é quase intoxicante, e dizem que dessa forma jamais sentem fadiga”. É provável que um desses homens tenha sido o primeiro europeu a fumar um desses charutos rudimentares.

Décadas mais tarde, Gonzalo Fernandez escreveu em ‘A História Natural das Índias Ocidentais’, publicado no ano de 1535, o seguinte relato: “Os habitantes locais utilizavam tubos ocos de madeira em forma de Y pondo as pontas bifurcadas dentro do nariz e no tubo ervas ardentes”, demonstrando que o tabaco era consumido pelos mais diversos motivos. Mas o verdadeiro ancestral do charuto era feito de folhas de fumo envoltas em uma folha de outro tipo, tais como bananeira, milho ou palmeira.

O fumo na Europa:

Embora a origem do introdutor seja obscura, pode-se afirmar que com o domínio europeu sobre o Novo Mundo, os marinheiros, exploradores logo começaram a fumar, e após estes, os colonos e conquistadores. Quando os conquistadores retornaram para a sua terra natal, introduziram o hábito na Espanha e Portugal por volta do século XVI.

Daí, provavelmente o fumo foi levado até a França pelo embaixador francês em Portugal, Jean Nicot, que deu nome à planta (Nicotiana tabacum) e à nicotina.

No início, o tabaco foi utilizado com outros propósitos, inclusive medicinais: Catarina de Médicis, rainha da França de março de 1547 até julho de 1559, foi apresentada à planta por Nicot, e a tomava em pó para combater enxaquecas, enquanto outros a tomavam para curar infecções de pele.

O início do cultivo comercial:

No início do século XVI, o tabaco era conhecido em todo o continente europeu e cultivado por colonos na América. A esse ponto, o fumo já tinha adquirido valor comercial e passou a ser negociado com as metrópoles. Mas a produção em larga escala começou no ano de 1531 em Santo Domingo, Cuba, e em 1600 no Brasil. Na Europa o cultivo começou em 1558 em Portugal, 1559 na Espanha, 1565 na Inglaterra e 1620 na França.

A partir do ano de 1676, a Espanha passou a produzir os primeiros charutos usando fumo cubano em Sevilha, sendo instaladas em 1731 as principais fábricas (após o monopólio estatal ser anunciado em 1717). Finalmente os charutos ganharam fama e outras formas de utilização do tabaco passaram a ser menos utilizadas.

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