Bahamas: a história desse paraíso no Caribe
Em 12 de outubro de 1492, Cristóvão Colombo avistou pela primeira vez as terras da América e desembarcou provavelmente em uma das ilhas das Bahamas, San Salvado, denominada Guanahaní por seus primeiros habitantes.
Durante o século XVI os espanhóis não se instalaram nessas ilhas, que denominaram Lucaias. Apenas utilizaram a população nativa, os índios arawak, cujo número chegava a quarenta mil, como mão-de-obra escrava para a mineração e a agricultura. Em 1550 os índios já haviam desaparecido totalmente do arquipélago.
O desinteresse dos espanhóis permitiu que os ingleses se apossassem das ilhas. Em 1629 o rei da Inglaterra, Carlos I, nomeou Sir Robert Heath como governador-geral das Bahamas. Teve de esperar, porém, até 1647 para que um grupo de dissidentes religiosos, os aventureiros eleutérios, vindos das Bermudas, empreendessem a colonização de uma ilha a que deram o nome de Eleuthera. O intento não prosperou, mas no ano de 1656 outros colonos, também provenientes das Bermudas, se instalaram em Nova Providência.
Em 1670, o rei Carlos II entregou as Bahamas a seis lordes ingleses, latifundiários de Carolina do Sul, que se responsabilizaram pela colonização e governo das ilhas. Os novos proprietários, porém, se desinteressaram de sua missão e as ilhas se transformaram em um refúgio de piratas. A coroa britânica recuperou o arquipélago em 1717 e um ano depois enviou como governador Woodes Rogers, que em pouco tempo restabeleceu a autoridade real, promovendo o comércio e acabando com a pirataria.
Em 1776, a armada americana ocupou as Bahamas durante alguns dias e em 1872 os espanhóis se apossaram do arquipélago até o ano seguinte, quando o Reino Unido o recuperou em virtude dos acordos de paz de Versalhes.
Acabada a guerra da independência americana, um grande número de colonos leais à autoridade britânica emigrou para as Bahamas com numerosos escravos. Em 1841, conseguiram aumentar a autonomia com relação à metrópole mediante a criação de um conselho legislativo. As dificuldades econômicas terminaram graças ao contrabando de bebidas efetuado durante a guerra civil americana, na época da lei-seca nos Estados Unidos, entre 1920 e 1933.
Em 1940, o Reino Unido arrendou aos Estados Unidos uma base militar na ilha de Mayaguana. A partir da década de 1960, com o auge da exploração do turismo, as Bahamas viveram uma época de grande prosperidade econômica, que gerou o movimento nacionalista por um autogoverno interno. Este foi alcançado em 1964 e resultou na independência, concedida em 1973.
As ilhas Turks e Caicos, situadas a sudeste do arquipélago, continuaram a pertencer ao Reino Unido.
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Resumo sobre a geografia e o clima de Bahamas
As Bahamas constituem desde 1973 a Comunidade das Bahamas, estado independente associado à Comunidade Britânica de Nações.
Situado ao norte de Cuba e separado da costa dos EUA pelo estreito da Flórida, o arquipélago das Bahamas estende-se ao longo de 1.200km desde a Grande Bahama, a noroeste, até a Grande Inágua, a sudeste. Compõe-se de 700 ilhas, das quais só 22 são habitadas, e cerca de 2.400 ilhotas, que somam uma superfície total de 13.939km2.
As ilhas mais importantes são Nova Providência (que, embora seja uma das menores, é a mais populosa e abriga Nassau, a capital do país), Andros, Grande Ábaco, Pequeno Ábaco, Grande Bahama, Eleuthera, Cat e Watling (San Salvador).
As ilhas de Bahamas erguem-se sobre dois bancos submarinos, o que explica os limites de sua altitude, entre trinta e sessenta metros, e a pouca profundidade do mar que as rodeia. Estão separadas entre si, e dos territórios circundantes, por canais que também alcançam pequenas profundidades, como o que as separa da Flórida, nos Estados Unidos, de 550m, e de Cuba, que oscila entre 200 e 1.000m. A nordeste do arquipélago a plataforma desce bruscamente a mais de quatro mil metros. A topografia é formada de planícies e de suaves colinas. O monte Alvernia, na ilha de Cat, é o ponto mais elevado do país, com 63m. A plataforma submarina constitui-se de rochas sedimentares sobre as quais descansam materiais calcários em cuja superfície se incrustaram corais.
O clima é tropical, de chuvas constantes no verão e no outono. Entre julho e novembro, as ilhas ficam expostas a devastadores furacões. As temperaturas oscilam entre as médias de 21o C no mês mais frio e de 27o C no mais quente. O sol é forte durante todo o ano, o que favorece o desenvolvimento do turismo.
O tipo de solo, a distribuição irregular das precipitações e a intensa evaporação explicam a existência de somente dois cursos de água permanentes em todo o arquipélago, ambos na ilha de Andros. Há uma grande quantidade de lagunas de água salgada que provém do subsolo.
A vegetação primitiva das Bahamas foi muito alterada, mas ainda perduram algumas árvores naturais de madeira dura, como o sabicu. No interior das ilhas encontra-se uma vegetação de savana e nas costas estendem-se manguezais.
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