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Teoria da evolução das espécies: irradiação adaptativa

Irradiação adaptativa é o processo que resulta na formação de várias espécies a partir de uma origem comum. Ocorre geralmente quando uma espécie adquire uma característica que lhe permite explorar o ambiente de maneira diferente, ocorrendo sua expansão. Esta expansão, acompanhada de isolamento reprodutivo, leva à formação de novas espécies.

Também ocorre irradiação adaptativa quando uma espécie atinge um novo território. Se o local não for habitado por espécies semelhantes, e se houver diferentes tipos de ambientes a serem explorados e variabilidade genética na espécie invasora, os tipos “pré-adaptados” a esses diferentes ambientes, irão ocupa-los formando subpopulações. Estas, submetidas a pressões seletivas diversas poderão dar origem a um grupo de espécies pouco diferentes.

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Teoria da evolução das espécies: mecanismos complementares

Mecanismos complementares são mecanismos que diferem, em sua natureza, dos mecanismos básicos (mutações, recombinação e seleção natural). Envolvem a participação de organismos originários de populações diferentes ou são condicionados por fatores independentes da seleção natural.

Migração: é resultante do deslocamento de indivíduos de uma população para a área de outra; as duas populações passam a conviver na mesma área e a se cruzar, reprodutivamente. Com a migração há a mistura de dois patrimônios genéticos, alterando-se a composição genética das populações iniciais. Há uma tendência à homogeneização das populações entre as quais se estabeleceu fluxo gênico através da migração.

Hibridação: cruzamento entre indivíduos de populações com patrimônios genéticos diferentes. Implica na quebra do isolamento e traz como conseqüência a diminuição das diferenças entre as duas populações, além da alta variabilidade genética da população resultante.

Deriva genética: oscilação ao acaso na freqüência gênica de populações pequenas, independente da seleção que pode provocar o aumento da freqüência tanto dos indivíduos bem adaptados, como dos mal adaptados. O mecanismo da deriva genética pode ser desencadeado por erro amostral (quando o patrimônio genético de uma geração não estiver representado nos zigotos produzidos por ela) ou pelo efeito do fundador .

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Teoria da evolução das espécies: fontes de variabilidade

A variabilidade refere-se às diferenças entre indivíduos da mesma espécie. Em populações naturais, a variabilidade deve-se a dois tipos básicos de fatores: ambientais e genéticos.

Variabilidade devido ao ambiente: a variabilidade provocada pela ação de fatores ambientais restringe-se ao aspecto fenotípico. Fatores como exposição à luz solar, exercícios, acidentes, doenças, nutrições etc. provocam modificações nos indivíduos a eles submetidos. Embora estas modificações não sejam hereditárias, a potencialidade de reagir aos fatores ambientais é determinada geneticamente.

Variabilidade devido a fatores gênicos: é toda alteração em qualquer seqüência de bases nitrogenadas do DNA, responsável por determinada característica do organismo. As mutações geralmente se originam espontaneamente, por acidentes na duplicação do DNA ou no metabolismo celular, havendo vários agentes mutagênicos de natureza física ou química.

O efeito de uma mutação vai depender do local em que ela ocorre e do tipo de alteração provocada. Podendo ocorrer em qualquer célula do organismo, só terão conseqüência evolutiva as mutações que ocorrerem nas células germinativas, que originarão os gametas. A mutação ocorrida em uma célula somática não será hereditária, ficando restrita ao organismo atingido.

As mutações diversificam o material genético: uma população com maior variabilidade tem maiores chances de se ajustar a novas condições ambientais do que uma população mais homogênea.

As mutações, que ocorrem aleatoriamente, são geralmente desfavoráveis, pois os organismos estão adaptados ao seu ambiente. Se houver alteração do ambiente, os portadores de características diferentes poderão ser favorecidos.

Mutação cromossômica: consiste em quaisquer alterações na estrutura ou número de cromossomos. As mutações cromossômicas geralmente acarretam alterações fenotípicas muito grandes; são quase sempre deletérias: ocasionam esterilidade, morte precoce, debilidade física e mental etc.

O papel evolutivo das mutações deve-se ao acúmulo de pequenas alterações ao longo de gerações sucessivas. Organismos considerados mutantes são portadores de mutações ocorridas em seus ancestrais.

Recombinação: a recombinação genética consiste no rearranjo dos genes existentes em uma população. A recombinação promove o surgimento de genótipos novos sem a ocorrência de mutações. Os mecanismos que promovem a recombinação são a sexuada e a permuta entre porções de cromossomos homólogos (crossing-over na meiose).

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