Tênis de Mesa   História, Regras e Curiosidades (ping pong, pingue pongue)

Ping Pong

história do tênis de mesa, regras e curiosidades do ping pong

O tênis de mesa é um esporte inventado no século XIX na Inglaterra, dessa época provem o nome popular ‘ping pong’, é um dos esportes mais praticados no mundo.

História:

Surgiu como uma imitação do tênis de campo em um ambiente fechado. As raquetes antigas eram muitas vezes feitas de madeira que gerava muito barulho, criando o nome ping pong. A partir daí o nome ping pong foi largamente usado até que a empresa inglesa J. Jaques registrou marca em 1901 e então os outros fabricantes passaram a usar o nome tênis de mesa.

Uma inovação importante veio com James Gibb, um inglês apaixonado pelo jogo, que descobriu umas bolas de celulóide em uma viagem aos Estados Unidos em 1901 e achou que seriam ideais para o jogo. Logo em seguida, em 1903, Goode inventou uma versão moderna da raquete, com uma borracha colada sobre a madeira.

Em 1921, foi criada uma Associação de Tênis de Mesa e, logo em seguida, a Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) em 1926. Londres sediou o primeiro Mundial em 1927. Mas só em 1988, em Seul o esporte se tornou Olímpico.

No Brasil:

Os iniciantes da prática do esporte eram turistas ingleses que, por volta de 1905, começaram a implantá-lo no país. No ano de 1912 foi disputado o primeiro campeonato por equipes na cidade de São Paulo. Até então, o tênis de mesa era praticado somente em casas particulares e em clubes.

Atualmente, há competições de Tênis de Mesa em todos os estados do Brasil, que congregam por volta de vinte mil atletas.

Esporte popular:

O tênis de mesa é muito popular na China sendo o segundo esporte em número de praticantes. O país possui cerca de 10 milhões de atletas inscritos nas federações. Tal popularidade é fruto da massificação promovida pelo líder comunista Mao Tse-Tung devido à adaptação do esporte à espaços reduzidos, ideal para o país mais populoso do mundo.

No mundo, estima-se que há 300 milhões de praticantes ocasionais e cerca de 40 milhões de praticantes federados distribuídos entre 186 federações filiadas à ITTF, a Federação Internacional de Tênis de Mesa.

Regras:

Normalmente, torneios brasileiros são disputados em melhor de 5 sets e torneios internacionais em melhor de 7 sets, o que significa que o jogador ou dupla que vencer, respectivamente, 3 ou 4 sets vence a partida. Para vencer um set, o jogador ou dupla precisa somar 11 pontos ou, em caso de empate em 10 pontos, somar dois pontos de vantagem em relação ao seu adversário.

A partida se inicia com o saque de um dos oponentes conforme a ordem de saque escolhida pelo vencedor do sorteio para tal fim. Cada jogador tem o direito de sacar duas vezes consecutivas independente da pontuação que obtiver. Em duplas, a ordem de saque é alternada entre as duplas e entre os jogadores de modo que cada um dos quatro jogadores saque, seqüencialmente, duas vezes

Saque:

A atual regra de saque para as partidas de tênis de mesa inclui várias restrições ao modo como se deve fazê-lo. Antes de ser efetuado o saque, o jogador deve repousar a bola sobre sua mão espalmada de modo que o adversário e os árbitros possam vê-la. A bola deve ser lançada verticalmente no mínimo 16 cm acima da posição de repouso. Durante esse lançamento e no golpe subsequente o sacador não pode colocar seu corpo, acessórios ou sua própria raquete entre a bola e o sacador de modo que impeça este de observá-la.

No saque, o sacador deve bater a bola fazendo com que ela toque em sua mesa e, em seguida, na mesa do adversário. Apenas em jogos de duplas é obrigatório que o bola toque no lado direito da mesa do sacador e, em seguida, no lado direito da mesa do recebedor. Se, após tocar a mesa do sacador, a bola tocar na rede e tocar na mesa do recebedor caracteriza-se uma obstrução e o saque deve ser repetido sem bônus de pontos para os jogadores. O número de obstruções no saque é ilimitado, ou seja, o jogador deve sacar até que o saque seja considerado bom ou até que erre o saque.

Área necessária:

Em jogos oficiais, a área de jogo deve ter pelo menos 14 m de comprimento, 7 m de largura e 5 m de altura e ser circundada por separadores de até 1,5 m de comprimento e até 0,75 m de altura. Considera-se ideal que a área de jogo seja iluminada artificialmente (em ginásios sem focos de luz) e não tenha no chão, nas paredes ou no teto coberturas ou objetos brilhantes que possam atrapalhar a visão dos jogadores.

Regra curiosa:

O sistema de aceleração é uma regra implantada com o objetivo de coibir anti-desportividades durante as partidas como a falta de competitividade, na qual os jogadores trocam bolas sem o objetivo de vencer o ponto. Contudo, sua execução em jogos é rara e, por pouco uso, confusa.

Essa regra prevê que, se nenhum dos atletas alcançou o número de 9 pontos num set após pelo menos 10 minutos jogados ou a pedido de um dos atletas, um dos árbitros iniciará a contagem dos golpes de cada atleta. A cada saque, se o recebedor ou dupla recebedora fizer 13 retornos bons, o recebedor deverá ganhar o ponto disputado.

Mesa:

A mesa deve ser retangular e suas dimensões devem ser de 2,74 m de comprimento, 1,525 m de largura e 0,76 m de altura.

A superfície de jogo pode ser de qualquer material desde que este produza na bola um quique uniforme em torno de 23 cm quando lançada de uma altura de 30 cm. A cor desse material deve ser escura e fosca contendo linhas brancas de 2 cm de largura ao longo das extremidades laterais e das linhas de fundo da mesa. A superfície de jogo, ainda, deve ter uma linha central de largura de 3 mm que divide cada lado da mesa em duas partes a fim de ser utilizada em jogos de duplas.

Rede:

No tênis de mesa a rede é o conjunto do pano da rede, da suspensão e dos postes incluindo os ferros que a fixam à mesa. A rede deve ter a altura de 15,25 cm e deve se prolongar 15,25 cm para fora de cada lado da mesa.

Bola:

A bola usada nas competições de tênis de mesa deve ser feita de celulóide ou plástico similar e ter diâmetro de 40 mm. Seu peso ideal deve ser de 2,74 g e sua cor deve ser branca ou laranja fosca.

Desde após os Jogos Olímpicos do ano 2000, a bola utilizada em competições de tênis de mesa passou a ter o diâmetro de 40 mm. Antes dessa mudança, as bolas utilizadas nas partidas tinham o diâmetro de 38 mm, o que lhes conferia mais velocidade em relação às bolas usadas atualmente se ambas forem submetidas a condições idênticas na comparação.

Raquete:

A raquete usada nas competições de tênis de mesa pode ser de qualquer tamanho, forma ou peso, porém a lâmina deve ser plana e rígida. Além disso, pelo menos 85% do material da raquete em relação à espessura deve ser de madeira natural.

As raquetes devem ter pelo menos um material de cobertura que não deve se estender-se além dos limites da lâmina da raquete, bem como não deve ser curto a ponto de permitir que a bola bata diretamente na madeira da raquete.

Obrigatoriamente, o material de cobertura deve ser de cor fosca sendo vermelho-vivo de um lado e preto do outro. Mesmo que um dos lados não possua cobertura, essas cores devem ser aplicadas uma em cada lado da raquete.

Antes do início de uma partida, as raquetes de cada jogador devem ser verificadas pelos àrbitros e pelo jogador adversário. Iniciada a partida a raquete não deve ser trocada sem o consentimento do árbitro e do adversário.

Empunhaduras:

Na empunhadura clássica a raquete é empunhada de maneira a se parecer com um aperto de mãos, onde o indicador repousa sobre uma das borrachas. Jogadores classistas utilizam os dois lados da raquete com borrachas para golpear a bola. Tem como pontos fortes a potência ao golpear de backhand e a facilidade no aprendizado inicial. Como pontos fracos, a dificuldade no ponto de troca entre forehand e backhand.

Na empunhadura caneta o jogador segura a raquete de forma que se pareça com o manusear de uma caneta ao escrever. Jogadores caneteiros utilizam apenas um dos lados da raquete com borracha para golpear a bola. Tem como pontos a velocidade e força do forehand. Como ponto negativo, a necessidade de um excelente footwork, por utilizar com mais ênfase o forehand.

A empunhadura classineta é uma evolução da empunhadura caneteira na qual o atleta segura a raquete de forma similar aos caneteiros, porém com certa liberdade no manuseio, o que possibilita golpes com as duas faces da raquete.

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