Tipos de Cordas: conheça as características desses equipamentos (cuidados, flexibilidade e vida útil)
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Os esportes radicais, muitas vezes associados com o ecoturismo, ganham cada vez mais praticantes, para isso segurança é fundamental, inclusive nas cordas.
Corda estática:
Uma corda estática deve ter o coeficiente elástico passivo (carga de 90 kg) de menos de 2% e apresentar um baixo coeficiente de deformação até muito próximo da carga de ruptura. A especificação de carga obviamente varia de acordo com o diâmetro do material em questão.
Cordas estáticas são especialmente úteis em situações em que a elasticidade (efeito iô-iô) é perigosa e são recomendadas para todas as situações em que o risco de impacto não existe.
Exemplos de uso: espeleologia, rapel, resgate, operações táticas e segurança industrial.
Corda de impacto:
Em certas situações de segurança industrial e mesmo em resgate, existem operações com possibilidade do sistema sofrer impacto. Na área industrial é comum o emprego de corda estática em conjunto com lanyards (amortecedor passivo de choque) em operações que podem envolver carga de choque.
Os amortecedores de choque não são recomendáveis para sistemas tradicionais de resgate mas podem ser úteis para alguns sistemas específicos para minimizar o choque.
Exemplos de uso: resgates, operações táticas e segurança industrial quando existe a possibilidade de impacto.
Flexibilidade:
Se você está buscando uma corda de fácil manuseio, talvez fique tentado a comprar a corda mais macia que encontrar no mercado. Mas antes de mais nada, você deve considerar os pontos do projeto que envolvem a fabricação de uma corda mais flexível: A- Menos material na capa ou na alma, B- Menos fibras na capa, C- Capa mais solta sobre a alma, D- Malha mais aberta no trançado da capa.
O emprego de qualquer um destes pontos (ou a combinação deles) aumenta a flexibilidade de uma corda. Mas dependendo do processo escolhido pelo fabricante, acaba também diminuindo a resistência à abrasão, corte, derretimento e ao próprio uso.
É certo que você deve ter uma corda que combine manuseabilidade e resistência. Mas também é certo que a manuseabilidade é um parâmetro relativo. Um usuário bem treinado e com técnica correta consegue trabalhar bem mesmo em cordas consideravelmente mais duras do que a média. Este é um dos pontos que diferenciam um usuário profissional.
Caracteríticas:
Para muitas pessoas a cor de uma corda é mera questão de gosto pessoal. Mas as cores podem também ter funções importantes. Por exemplo, uma corda laranja possui melhor visibilidade em ambientes pouco iluminados e também aparecem bem em ambientes de fundo claro (cordas brancas ou amarelas possuem boa visibilidade mas não com fundo claro).
Cordas com capa colorida em relação à alma branca possibilitam a fácil identificação de danos localizados. Os times de resgate que utilizam mais de uma corda empregam em geral materiais de diferentes cores para fácil identificação durante as operações. Cordas com cores diferentes facilitam a comunicação e evitam confusões.
Cuidados:
1. Produtos químicos: existem dois grupos de produtos relativamente comuns que não devem entrar em contato com cordas: ácidos e hidrocarbonetos (derivados de petróleo).
Existem vários relatos de acidentes por rompimento de corda devido ao enfraquecimento do material causados por esses grupos de produtos. E é ao mesmo tempo interessante e assustador saber que uma parcela considerável dessas contaminações ocorreram dentro dos carros. A água (ácido) das baterias tem sido um dos vilões da história juntamente com resíduos de óleo, querosene, gasolina e diesel.
Os hidrocarbonetos ainda são detectáveis em maior ou menor grau devido ao cheiro e cor. Mas os ácidos são extremamente perigosos sendo que muitas vezes a corda se mantém em perfeito estado visual, mesmo quando consideravelmente degradada.
2. Pré-Tensionamento: Mesmo as cordas tecnicamente estáticas possuem uma pequena elasticidade. Dependendo do tipo de operação ou comprimento da corda, essa característica pode não ser bem vinda.
Assim sendo é uma prática relativamente comum pegar uma corda nova e tensionar com carga de 200 a 300 kg antes do uso. Isso faz com que ela sofra uma esticadinha de caráter definitivo, tornando-a um pouco mais estática.
Vida útil:
A vida útil de uma corda não pode ser definida pelo tempo de uso. Ela depende de vários fatores como grau de cuidado e manutenção, freqüência do uso, tipo de equipamentos que foram utilizados em conjunto, velocidade de descida em rapel, tipo e intensidade da carga, abrasão física, degradação química, exposição a raios ultravioleta, tipo de clima, etc.
Os nós e as escaladas:
Escaladores depositam uma confiança extrema em cordas e fitas; consequentemente, confiam as próprias vidas aos nós. Vistos como uma ciência incompreensível por alguns, os nós representam a mais refinada forma de resolver algumas situações na rocha, através da combinação dos vários tipos existentes.
O treinamento na confecção deve ser constante, através de um cordelete ou um pedaço de fita. Faça e desfaça os nós dezenas de vezes, com uma ou duas mãos, até que consiga montá-los de olhos fechados. E, mais importante, utilize-os abundantemente nas suas escaladas.
Os nós conectam escaladores às cordas e às ancoragens, unem cordas e fitas, possibilitam resgates. Um nó bem acabado deve ser perfeitamente assentado, sem voltas soltas. Deve também estar ajustado e apertado, para evitar que se desfaça com a movimentação natural da corda.
Após a conclusão do nó, uma dupla inspeção visual é indispensável, e pode evitar acidentes fatais. Caso alguma coisa pareça errado com o nó, não tente consertar. Desfaça tudo e comece novamente, e crie o hábito de sempre inspecionar os nós do seu parceiro.
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